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Calcificação da próstata: o que significa e qual a relação com prostatite e hiperplasia?

Representação anatômica da próstata montada com blocos de madeira, simbolizando o diagnóstico por etapas de condições como a calcificação da próstata.

Entenda o que é a calcificação da próstata, por que ela ocorre, seus sintomas, possíveis riscos e quando procurar um urologista

Se você é um homem acima de 50 anos ou mais enfrentando sintomas como dificuldade para urinar ou desconforto pélvico, a calcificação da próstata pode ser um achado em seus exames de imagem.  

Para muitos homens, esse termo pode soar alarmante. No entanto, entender o que ele representa é o primeiro passo para manter a saúde prostática em dia.

Neste texto, explicamos de forma clara e objetiva o que é a calcificação da próstata, por que ela ocorre, e se há relação com prostatite, câncer de próstata e hiperplasia prostática benigna (HPB).

Esse conteúdo pode ajudar a interpretar melhor seus exames, entender os riscos e buscar o tratamento ideal com seu urologista.

O que é calcificação da próstata?

A calcificação da próstata ocorre quando pequenos depósitos de cálcio se formam dentro da glândula prostática

Esses depósitos, também conhecidos como cálculos na próstata, são identificados em exames de imagem, como o ultrassom transretal, e geralmente aparecem como pontos brancos no órgão.

Segundo estudo da Nature, envolvendo dados de mais de 4.800 pacientes, a maioria das calcificações fica na região central da próstata (79%), seguida das zonas periuretral e transicional. A zona periférica é a que demonstrou menos número de calcificações.

Esses depósitos podem ser classificados, por exemplo, como:

  • Calcificações distróficas: associadas a processos inflamatórios anteriores;
  • Calcificações idiopáticas: surgem sem causa aparente e, em geral, não causam sintomas.

Em muitos casos, a calcificação não provoca sintomas e é descoberta por acaso durante a investigação de outro problema, como a hiperplasia prostática benigna.

Causas da calcificação da próstata

As calcificações prostáticas podem surgir por diversos fatores:

  • Inflamações crônicas: episódios repetidos de prostatite crônica, especialmente a forma não bacteriana (síndrome da dor pélvica crônica), podem levar à formação de microcalcificações nos ductos prostáticos;
  • Infecções passadas: infecções urinárias ou prostáticas, como as causadas por Escherichia coli, podem deixar depósitos calcificados após a resolução;
  • Envelhecimento: alterações hormonais, como o aumento da diidrotestosterona (DHT), e processos degenerativos favorecem a calcificação;
  • Obstrução urinária: a HPB pode causar estagnação de secreções prostáticas, promovendo a formação de cálculos na próstata.

Esses fatores, em conjunto, aumentam o risco de calcificações prostáticas com o passar dos anos.

Entenda mais sobre a relação entre calcificação da próstata e prostatite

A prostatite é a inflamação da próstata, e pode ser causada por infecções bacterianas, infecções crônicas ou até fatores autoimunes. Estudos sugerem que até 60% dos homens com prostatite crônica apresentam calcificações em exames de imagem.

Inflamações repetidas na próstata podem formar microcalcificações, que podem perpetuar a inflamação, causando dor pélvica persistente ou dificuldade urinária

Além disso, quando a calcificação é extensa, pode dificultar a drenagem natural da próstata. Com isso, pode favorecer novos episódios de infecção e dor, caracterizando a prostatite crônica não bacteriana.

Ou seja, em muitos homens, a calcificação é uma consequência de uma prostatite antiga, mesmo que essa inflamação não tenha sido diagnosticada na época.

A prostatite crônica, especialmente a forma não bacteriana (síndrome da dor pélvica crônica), está frequentemente associada a calcificações. 

Calcificação da próstata tem relação com hiperplasia?

Embora a calcificação não seja uma causa direta da HPB, ambas condições costumam coexistir.

A hiperplasia prostática benigna (HPB) ou próstata aumentada é o crescimento benigno da próstata. Esse é um processo natural do organismo masculino, que começa ocorrer já a partir dos 30 anos, porém, os sintomas desta condição podem ser mais comuns após os 50 anos. 

Como já mencionado, esse aumento pode causar obstrução do canal urinário e alterações no fluxo da urina.

Com o aumento da glândula pode ocorrer um refluxo de urina nos ductos ejaculatórios da próstata e favorecer o acúmulo de secreções. Essa associação, embora não causal, pode levar à formação de pequenas pedrinhas ou calcificações.

Portanto, é comum que exames de homens com HPB também revelem áreas calcificadas.

Calcificação da próstata é câncer?

Não. A calcificação da próstata não é um sinal de um tumor maligno. No entanto, é fundamental que um urologista avalie o achado em conjunto com outros exames, que ajudam a descartar condições mais graves como o câncer de próstata. 

Porém, apesar de não serem uma causa do câncer, um estudo publicado na National Library of Medicine, que analisou 298 montagens consecutivas da glândula de pacientes com câncer de próstata, descobriu que 88,6% continham calcificações.

Como é realizado o diagnóstico?

A calcificação é geralmente detectada durante exames de imagem solicitados para investigar sintomas urinários ou acompanhar o aumento da próstata.

Os principais exames são:

Para avaliar a próstata calcificada e sua relação com prostatite crônica ou HPB, o urologista pode realizar:

  • Toque retal: avalia o tamanho, consistência e sensibilidade da próstata;
  • Ultrassonografia transretal: detecta calcificações, tamanho da próstata e resíduos urinários;
  • Dosagem do PSA: mede o antígeno prostático específico para descartar câncer de próstata;
  • Urinálise e cultura: identifica infecções urinárias associadas à prostatite;
  • Urofluxometria: avalia o fluxo urinário, útil para HPB;
  • Ressonância magnética: usada em casos mais complexos para avaliar a próstata.

Saiba no vídeo:

Urofluxometria: seu urologista já pediu?

Calcificação da próstata: tratamento é necessário?

Nem toda calcificação da próstata exige tratamento. Em casos assintomáticos, o acompanhamento regular com um urologista é suficiente. No entanto, o tratamento é necessário quando:

  • prostatite crônica com sintomas persistentes, como dor ou dificuldade urinária;
  • A HPB causa obstrução urinária significativa, infecções ou cálculos vesicais;
  • Exames indicam complicações, como retenção urinária ou danos renais.

O plano terapêutico pode incluir:

  • Antibióticos (em caso de infecção);
  • Alfa-bloqueadores e fitoterápicos (para aliviar os sintomas urinários da HPB);
  • Procedimentos minimamente invasivos, como Rezum, RTU da próstata e cirurgias a laser ou até mesmo cirurgia robótica, em casos de sintomas agravados da hiperplasia prostática;
  • Litotripsia: ondas de choque para fragmentar cálculos grandes.

Quando procurar um urologista?

Homens com mais de 45/50 anos devem manter acompanhamento regular com o urologista — mesmo que não apresentem sintomas. 

Essa é uma atitude preventiva para detectar precocemente alterações como o aumento prostático, inflamações ou sinais de doenças mais graves.

Procure atendimento especialmente se você sentir alterações no seu comportamento miccional e desconfortos na região pélvica.

Lembre-se: o diagnóstico precoce é o melhor caminho para evitar complicações e manter sua qualidade de vida.

Tabela comparativa sobre calcificação da próstata, com dados como: Comparação de Prostatite, HPB e Calcificação da Próstata Característica Prostatite Crônica HPB Calcificação da Próstata Causa Inflamação (bacteriana ou não) Crescimento benigno Depósitos de cálcio Idade comum 20–50 anos 50+ anos 50+ anos Sintomas Dor pélvica, ardência ao urinar Jato fraco, noctúria Geralmente assintomática, mas pode agravar sintomas Diagnóstico Toque retal, urinálise, cultura Toque retal, PSA, ultrassom Ultrassom transretal Tratamento Antibióticos, fisioterapia Medicamentos, HoLEP, Rezum Monitoramento, litotripsia

Perguntas frequentes sobre a calcificação da próstata

O que é calcificação da próstata?

É o acúmulo de depósitos de cálcio dentro da glândula prostática, visível em exames como o ultrassom transretal.

Calcificação da próstata tem cura?

Não há cura no sentido tradicional, mas em muitos casos não há necessidade de tratamento. Quando indicado, o tratamento foca nos sintomas associados.

Calcificação da próstata é perigosa?

Na maioria das vezes, não. Porém, pode estar associada a prostatite crônica, dor pélvica ou dificuldade urinária, exigindo avaliação médica.

Qual a relação entre calcificação da próstata e prostatite?

A prostatite crônica pode causar microcalcificações, que por sua vez, perpetuam a inflamação prostática.

Qual o tratamento para próstata calcificada?

Depende da causa. Pode incluir antibióticos, medicamentos para HPB, litotripsia e em casos graves, cirurgia minimamente invasiva.

Diagnóstico precoce é com o Dr. José Vetorazzo

A calcificação da próstata é um achado comum em exames de imagem, especialmente após os 50 anos. 

Embora geralmente seja benigna, pode indicar inflamações passadas, como a prostatite, ou coexistir com hiperplasia prostática benigna (HPB).

A boa notícia é que, com avaliação médica adequada, é possível controlar os sintomas, prevenir infecções e, acima de tudo, proteger sua saúde prostática a longo prazo. 

Se você recebeu esse diagnóstico ou tem sintomas urinários, converse com um urologista de confiança e esclareça todas as dúvidas.

O Dr. José Vetorazzo utiliza todos os recursos necessários para garantir um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado.

Ele é um urologista com mais de 10 anos de experiência, referência no tratamento de condições prostáticas. 

Certificado pela Intuitive Surgical, ele domina técnicas minimamente invasivas, como HoLEP e Rezum, oferecendo tratamentos personalizados que maximizam resultados e minimizam complicações. 

Entre em contato com sua clínica para agendar uma consulta e receber orientação especializada.

Notou dificuldade para urinar ou desconforto pélvico? Não ignore! Entre em contato com o Dr. José Vetorazzo agora e agende sua avaliação.

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Veja mais sobre a formação do Dr Vetorazzo:

Formação acadêmica e especializações

  • Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
  • Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
  • Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
  • Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.

Áreas de Atuação

  • Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais.
  • Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga.
  • Cirurgia robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.

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