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Cirurgia de próstata é perigosa? Veja o que mudou com as técnicas modernas

Dr José Vetorazzo em variados tipos de cirurgia de próstata com técnicas modernas como robótica, laser e vapor, que minimizam riscos e melhoram a recuperação

Você já sentiu dificuldade para urinar ou acorda várias vezes à noite com vontade de ir ao banheiro? 

Se você é um homem acima de 50 anos, esses podem ser sinais de próstata aumentada ou até mesmo de câncer de próstata, condições que podem levar à necessidade de uma cirurgia. Mas será que a cirurgia de próstata é perigosa

A ideia de submeter-se a uma cirurgia sempre gera apreensão e querer esclarecer sobre os perigos é uma preocupação válida, considerando os procedimentos mais antigos e seus potenciais riscos. 

No entanto, a medicina urológica passou por uma verdadeira revolução nas últimas décadas. 

Neste cenário, surgiram técnicas modernas, como a cirurgia robótica, indicada para o câncer ou HPB, além da cirurgia a laser de próstata e o Rezum, apropriados para tratamento da HPB .

As técnicas modernas de cirurgia de próstata não apenas minimizam os perigos, mas também oferecem resultados mais eficazes e uma recuperação mais rápida. 

Neste texto, vamos desvendar o que mudou, desmistificar a ideia de que a cirurgia de próstata é perigosa e mostrar como os avanços tecnológicos estão transformando a vida de milhares de pacientes.

Dr José Vetorazzo em variados tipos de cirurgia de próstata com técnicas modernas como robótica, laser e vapor, que minimizam riscos e melhoram a recuperação

Entenda os riscos e a evolução da cirurgia de próstata

Por muito tempo, a cirurgia de próstata foi associada a uma série de riscos e complicações que, de fato, a tornavam uma opção temida por muitos. 

Entre as principais preocupações estavam a incontinência urinária, a disfunção erétil e o sangramento excessivo durante o procedimento. 

Esses riscos eram mais proeminentes em técnicas cirúrgicas mais invasivas, como a prostatectomia radical aberta, que exigia uma incisão maior e um tempo de recuperação mais longo.

No entanto, a medicina não é estática. A evolução tecnológica e o aprimoramento das técnicas cirúrgicas transformaram drasticamente o cenário. 

O que antes era considerado um procedimento de alto risco, hoje, com as abordagens modernas, apresenta um perfil de segurança muito mais favorável. 

A compreensão dos riscos atuais passa por diferenciar as técnicas e o contexto em que são aplicadas.

É evidente que o acompanhamento com urologista é suficiente para casos leves, com sintomas controlados por medicamentos ou mudanças no estilo de vida, no entanto, a cirurgia de próstata é indicada quando:

  • Os sintomas urinários afetam significativamente a qualidade de vida;
  • Há complicações, como infecções urinárias recorrentes ou retenção urinária;
  • Medicamentos não são eficazes;
  • No caso de câncer, há necessidade de remover o tumor para que ele não se espalhe e torne a doença potencialmente fatal.

Cirurgia de câncer de próstata é perigosa?

Essa é uma pergunta particularmente relevante, considerando os receios que possam surgir na mente dos homens que foram diagnosticados com um tumor na glândula prostática. 

O tratamento cirúrgico do câncer de próstata, conhecido como prostatectomia radical, visa remover a glândula prostática e, em alguns casos, os gânglios linfáticos adjacentes, especialmente quando o câncer está localizado (confinado à glândula). 

Historicamente, este procedimento carregava consigo um risco considerável de sequelas que impactavam diretamente a qualidade de vida do paciente, como a incontinência urinária e a impotência sexual.

Com o advento das técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e, principalmente, a cirurgia robótica, o panorama mudou radicalmente. 

Essas abordagens permitem uma visualização ampliada e em 3D do campo cirúrgico, além de instrumentos mais precisos e articulados, que replicam os movimentos da mão humana com maior destreza. Isso resulta em:

  • Menor perda de sangue;
  • Incisões menores;
  • Menos dor pós-operatória;
  • Menor tempo de internação
  • E, o mais importante, uma preservação mais eficaz das estruturas nervosas e musculares responsáveis pela continência urinária e pela função erétil.

Médicos utilizam amplamente essa técnica no tratamento do câncer de próstata, oferecendo uma abordagem oncológica eficaz com um perfil de segurança aprimorado.

Dessa forma, contribui para desmistificar a ideia de que a cirurgia de próstata é perigosa.

Embora os médicos reconheçam que toda cirurgia envolve algum risco, atualmente consideram a cirurgia de câncer de próstata menos perigosa. Isso ocorre especialmente quando utilizam a abordagem robótica.

Além disso, as técnicas modernas reduzem significativamente os riscos e, ao mesmo tempo, oferecem benefícios substanciais no controle do câncer e na preservação da qualidade de vida.

Técnicas modernas que transformaram a cirurgia de próstata para quem tem HPB 

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o crescimento benigno da próstata, comum em homens acima de 50 anos, que pressiona a uretra e causa sintomas urinários

Assim, a cirurgia de próstata para essa condição é indicada quando medicamentos ou mudanças no estilo de vida não aliviam os sintomas.

Pode existir um certo receio dos homens que acham que fazer cirurgia de próstata é perigoso, porém, a evolução da tecnologia médica trouxe uma nova era para a cirurgia de próstata, afastando-a da imagem de um procedimento inerentemente perigoso. 

Dessa forma, as inovações não se limitam apenas à redução de riscos, mas também à otimização dos resultados e à aceleração da recuperação do paciente. 

As técnicas modernas representam um salto qualitativo, oferecendo opções mais seguras e eficazes para o tratamento de diversas condições prostáticas, desde a hiperplasia benigna da próstata (HPB).

A cirurgia robótica também é indicada para o tratamento da HPB, para homens que têm a glândula particularmente grande. Essa técnica traz os mesmos benefícios observados acima para o tratamento do câncer de próstata.

Conheça outras técnicas cirúrgicas para a HPB:

Cirurgias a laser (HoLEP, GreenLight)

Para o tratamento da Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB), as cirurgias a laser surgiram como alternativas minimamente invasivas e altamente eficazes. 

Duas das técnicas mais proeminentes são a HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate) e a GreenLight Laser Photoselective Vaporization of the Prostate:

  • HoLEP: considerada por muitos como o novo padrão-ouro para o tratamento da HPB, a técnica utiliza um laser de hólmio para enuclear (remover) o tecido prostático obstrutivo;
    • O procedimento é realizado por via uretral, sem incisões externas, e permite a remoção de grandes volumes de tecido prostático, com menor sangramento e um risco muito baixo de reoperação. 
    • A recuperação é geralmente rápida, e os pacientes experimentam uma melhora significativa nos sintomas urinários.
  • GreenLight: esta técnica utiliza um laser de luz verde para vaporizar o tecido prostático que está obstruindo a uretra.
    • É uma opção excelente para pacientes que buscam uma recuperação ainda mais rápida e um retorno precoce às atividades. 
    • Assim como a HoLEP, é um procedimento minimamente invasivo, com baixo risco de sangramento e complicações.

Ambas as técnicas a laser representam um avanço significativo em relação à ressecção transuretral da próstata (RTU), oferecendo maior segurança e eficácia, especialmente para próstatas de maior volume. 

Elas reforçam a ideia de que a cirurgia de próstata, quando realizada com as técnicas modernas, é uma opção segura e com excelentes resultados.

Rezum (vaporização da próstata)

O Rezum é uma abordagem para tratamento da HPB que utiliza vapor de água para reduzir o volume da glândula. 

É realizado em centro cirúrgico, porém, o paciente pode voltar para casa em algumas horas. O urologista utiliza sedação combinada com anestesia local do canal urinário. 

É menos invasivo quando comparado à RTU (Ressecção Transuretral da próstata) e outros procedimentos com laser ou cirurgias tradicionais.

Com o auxílio de uma câmera, o médico injeta vapor de água diretamente na próstata. O calor do vapor atua no tecido prostático, provocando sua redução.

Uma das principais vantagens do Rezum é a preservação das funções sexuais.

Veja um comparativo entre os tipos de cirurgia:

Tipos de cirurgia: vantagens e desvantagens
Técnica
Vantagens
Desvantagens
RTU
Eficaz para próstatas menores, amplamente disponível
Risco de sangramento, recuperação mais longa
HoLEP
Menos sangramento, ideal para próstatas a partir de 30g principalmente maiores de 80g
Requer equipamento avançado
Rezum
Minimamente invasivo, recuperação rápida
Menos eficaz para próstatas muito grandes
GreenLight Laser
Reduz sangramento, internação curta
Pode exigir retoques em longo prazo
Prostatectomia Robótica
Alta precisão, preserva funções sexuais
Custo mais elevado, requer especialista

Exames para diagnóstico dos problemas na próstata

Para determinar se a cirurgia de próstata é necessária, o urologista realiza exames específicos:

  • Toque Retal: avalia o tamanho e a consistência da próstata;
  • Ultrassonografia Transretal/transabdominal: detecta o tamanho da próstata e possíveis calcificações;
  • PSA (Antígeno Prostático Específico): exame de sangue para descartar câncer de próstata;
  • Urofluxometria: mede o fluxo urinário, útil para avaliar obstrução;
  • Cistoscopia: examina a uretra e a bexiga em casos complexos
  • Ressonância Magnética da Próstata: Avalia risco de câncer na próstata.

Todos esses exames servirão como base para balizar a decisão do médico sobre o método de tratamento tanto para o caso de cirurgia de próstata para câncer ou para HPB.

Acompanhamento com urologista é suficiente para casos leves, com sintomas controlados por medicamentos ou mudanças no estilo de vida. A cirurgia de próstata é indicada quando:

  • Os sintomas urinários afetam significativamente a qualidade de vida.
  • Há complicações, como infecções urinárias recorrentes ou retenção urinária.
  • Medicamentos não são eficazes.

Perguntas frequentes sobre cirurgia de próstata

1. A cirurgia de próstata ainda é perigosa?

Com as técnicas modernas, como cirurgia robótica e laser, os riscos são significativamente reduzidos. A recuperação também é mais rápida.

2. A cirurgia para câncer de próstata causa impotência?

As técnicas atuais priorizam a preservação dos nervos responsáveis pela ereção, o que reduz significativamente o risco de impotência.

3. Qual a melhor cirurgia para hiperplasia prostática benigna (HPB)?

Opções modernas como HoLEP, GreenLight e Rezum são minimamente invasivas e oferecem excelentes resultados, com menos riscos.

Conclusão: desmistificando mitos da cirurgia de próstata

A persistência da crença de que a “cirurgia de próstata é perigosa” muitas vezes se baseia em informações desatualizadas ou em experiências de procedimentos realizados com técnicas mais antigas. 

É fundamental desmistificar esses mitos e apresentar a realidade atual, que é muito mais otimista.

Um dos mitos mais comuns é o de que a cirurgia de próstata invariavelmente leva à incontinência urinária permanente ou à impotência sexual. 

Embora essas complicações fossem mais frequentes no passado, as técnicas modernas, especialmente a robótica, têm demonstrado taxas significativamente menores. 

A preservação dos nervos e a precisão na remoção do tecido doente são prioridades nas abordagens atuais, resultando em uma recuperação funcional muito mais favorável para a maioria dos pacientes.

Outro ponto importante é a recuperação. Antigamente, a cirurgia de próstata exigia longos períodos de internação e convalescença. 

Hoje, com as técnicas minimamente invasivas, a alta hospitalar ocorre rapidamente, e o retorno às atividades cotidianas é consideravelmente mais rápido. 

Isso não apenas melhora a qualidade de vida do paciente no pós-operatório, mas também reduz o impacto psicológico e social do procedimento.

Veja mais sobre pós-operatório neste vídeo:

Consulte-se com o Dr. José Vetorazzo

É fundamental que homens com problemas de próstata não hesitem em procurar ajuda médica por medo da cirurgia. 

A decisão sobre qual técnica utilizar deve ser individualizada, levando em conta o tipo e estágio da doença, a saúde geral do paciente e suas expectativas. 

Com a tecnologia e o conhecimento médico atuais, a cirurgia de próstata é uma ferramenta poderosa e segura no arsenal terapêutico.

Então, se você tem mais de 50 anos e enfrenta sintomas da próstata, como micção frequente ou jato fraco, consulte um especialista. O ideal é buscar um médico que tenha experiência, expertise e inspire sua confiança.

O Dr. José Vetorazzo utiliza todos os recursos necessários para garantir um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado.

Ele é um urologista com mais de 10 anos de experiência, referência no tratamento de condições prostáticas. 

Certificado pela Intuitive Surgical, ele domina técnicas minimamente invasivas, como HoLEP e Rezum, oferecendo tratamentos personalizados que maximizam resultados e minimizam complicações. 

Entre em contato com sua clínica para agendar uma consulta e receber orientação especializada.

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Tirinha para agendamento de consultas com imagem do Dr Vetorazzo

Veja mais sobre a formação do Dr Vetorazzo:

Formação acadêmica e especializações

  • Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
  • Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
  • Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
  • Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.

Áreas de Atuação

  • Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais.
  • Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga.
  • Cirurgia robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.

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