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Crioterapia no câncer de próstata: como funciona e para quem é recomendada

Dr. José Vetorazzo realizando procedimento de crioterapia no câncer de próstata em centro cirúrgico..

Conteúdo revisado pelo Dr. José Vetorazzo, urologista especialista em cirurgia robótica e tratamentos a laser para próstata aumentada.

A crioterapia no câncer de próstata é um tratamento minimamente invasivo que utiliza frio extremo para destruir as células tumorais. Saiba como o procedimento é realizado, quem pode se beneficiar e por que ele vem se consolidando como uma alternativa segura

Crioterapia no câncer de próstata é uma abordagem moderna e minimamente invasiva que vem ganhando espaço como alternativa terapêutica, especialmente em estágios iniciais da doença. 

Utilizando temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir células tumorais, essa técnica pode ser eficaz tanto como tratamento principal quanto como uma opção em casos de recidiva.

Essa modalidade de tratamento oferece benefícios relevantes para homens que não podem ou não desejam se submeter a cirurgias mais invasivas ou radioterapia. Entretanto, nem todos os casos se beneficiam. 

Ao longo deste artigo, você encontrará explicações claras e objetivas sobre os diferentes aspectos da crioterapia, baseadas nas diretrizes de instituições médicas internacionais renomadas como a Mayo Clinic, Johns Hopkins, American Cancer Society e outras.

Dr. José Vetorazzo realizando procedimento de crioterapia no câncer de próstata em centro cirúrgico..

Como a crioterapia funciona no tratamento do câncer de próstata?

A crioterapia utiliza agulhas finas chamadas crioprobos, que são inseridas na próstata por meio do períneo, sob orientação de imagem (como ultrassonografia transretal). 

Essas agulhas liberam gases extremamente frios, como o argônio, para congelar as células cancerígenas, formando cristais de gelo que rompem as membranas celulares.

Após o congelamento, um segundo gás (geralmente hélio) aquece novamente a região, provocando uma rápida variação de temperatura que destrói os tecidos afetados. 

Esse processo é repetido em ciclos até atingir todas as áreas comprometidas pela doença.

Durante o procedimento, um cateter é inserido na uretra com o objetivo de proteger o canal urinário do frio intenso. 

A crioterapia geralmente é realizada sob anestesia e exige apenas internação de curta duração — em muitos casos, o paciente recebe alta no dia seguinte.

Tipos de crioterapia

São dois tipos de crioterapia para o câncer de próstata:

  • Crioterapia focal: é o tipo mais comum destinado apenas à área da próstata onde há câncer, o que permite danificar menos tecido saudável;
  • Crioterapia de próstata inteira: o tratamento não é indicado com frequência, mas é orientado quando o câncer se espalhou para diferentes áreas da glândula. Neste caso, tanto as células saudáveis quanto as cancerígenas serão danificadas durante o procedimento.
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Para quem é recomendada a crioterapia no câncer de próstata?

A crioterapia no câncer de próstata é mais eficaz em casos localizados, ou seja, quando o tumor ainda está restrito à próstata. 

Também pode ser considerada em situações específicas, como:

  • Pacientes que não podem realizar cirurgia ou radioterapia por conta de idade avançada ou outras comorbidades;
  • Homens que já passaram por radioterapia, mas apresentam recorrência localizada da doença;
  • Pacientes com tumores de baixo ou intermediário risco, conforme classificação da Sociedade Americana do Câncer.

No entanto, essa abordagem não costuma ser indicada para casos de câncer de próstata avançado ou metastático. 

Além disso, homens com tumores muito próximos da uretra ou do esfíncter urinário devem discutir cuidadosamente os riscos com o especialista.

A American Cancer Society reforça que as terapias focais eficazes no controle de tumores localizados com menor taxa de complicações.

De acordo com o urologista Dr. José Vetorazzo, especialista em cirurgia minimamente invasiva e uro-oncologia, a crioterapia pode ser uma excelente alternativa em casos localizados.

Leia mais:

Terapias focais e procedimentos minimamente invasivos para câncer de próstata

Preparação e recuperação após crioterapia no câncer de próstata

Antes do procedimento, o paciente deve informar ao médico sobre possíveis alergias e medicamentos que costuma consumir. Além disso, o médico pede a suspensão do uso dos anticoagulantes.

Na fase pré-procedimento, o médico também prescreve antibióticos ao paciente, para prevenir infecções, e orienta que o homem evite comer por seis horas antes de realizar a crioterapia.

No dia do procedimento, o paciente recebe uma solução fluida para limpar os intestinos.

Após o procedimento, o paciente deve usar um cateter por uma três semanas e tomar analgésicos para dor no períneo. 

Geralmente, o homem vai embora no mesmo dia do procedimento, ou apenas passa uma noite em internação hospitalar.

O tempo de recuperação pode variar de paciente para paciente, mas é altamente aconselhado que o homem não faça esforços pesados até a total liberação médica para melhorar os resultados. 

Depois do procedimento, o paciente também deve monitorar o PSA a cada 3 meses e realizar outros exames solicitados pelo médico.

Vantagens e desvantagens da crioterapia prostática

Ademais, especialistas usam ultrassom para guiar o processo. Eles monitoram temperaturas em tempo real. Consequentemente, evitam danos a órgãos vizinhos como bexiga e reto. 

Vantagens dessa técnica para tratamento do câncer de próstata

  • Procedimento minimamente invasivo;
  • Tempo de recuperação rápido;
  • Baixo risco de sangramento;
  • Pode ser repetido, se necessário;
  • Boa alternativa para pacientes com contraindicação à cirurgia.

Desvantagens e possíveis efeitos colaterais

  • Risco de disfunção erétil mais alto em comparação com outros tratamentos;
  • Sangramento por alguns dias;
  • Possibilidade de incontinência urinária temporária;
  • Dor ou inchaço local no pós-operatório;
  • Dificuldade urinária ou necessidade de uso temporário de sonda;

É essencial pesar os benefícios e riscos com um especialista em câncer de próstata, considerando o estágio da doença e o perfil de saúde do paciente.

Crioterapia pode substituir a cirurgia de próstata?

Em alguns casos, sim, a crioterapia pode substituir o procedimento cirúrgico. 

A crioterapia oferece uma alternativa viável à cirurgia radical da próstata, especialmente para pacientes com tumor localizado que desejam evitar procedimentos mais agressivos.

Porém, os especialistas não a consideram o padrão-ouro para todos os casos e recomendam discutir cuidadosamente o tratamento com o urologista.

Em situações de recorrência após radioterapia, a crioterapia pode inclusive oferecer uma nova chance de controle da doença com segurança, evitando a necessidade de tratamentos sistêmicos mais agressivos.

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Câncer de próstata sintomas de metástase

Perguntas frequentes sobre crioterapia no câncer de próstata

O que é crioterapia para câncer de próstata?

A crioterapia é um tratamento minimamente invasivo que congela e destrói as células cancerígenas da próstata usando gases como argônio e hélio. 
Os médicos realizam o procedimento inserindo agulhas diretamente na próstata, geralmente em ambiente hospitalar e sob anestesia.

Quem pode fazer crioterapia no câncer de próstata?

Os especialistas indicam esse tratamento para homens com câncer de próstata localizado, especialmente para aqueles que não podem ou não desejam fazer cirurgia ou radioterapia. Eles também o utilizam em casos de recidiva após radioterapia.

Crioterapia substitui a cirurgia da próstata?

Em alguns casos, sim. Para pacientes com tumores localizados e de baixo risco, a crioterapia pode ser uma alternativa à cirurgia radical. 
No entanto, a decisão deve ser feita com base na avaliação do especialista.

A crioterapia é indicada após radioterapia?

Sim. Em alguns casos de recorrência local após radioterapia, a crioterapia é uma opção segura e eficaz, permitindo controle da doença sem nova cirurgia radical.

Quais são os riscos da crioterapia prostática?

Os principais riscos incluem disfunção erétil, incontinência urinária temporária, dor pélvica e dificuldade para urinar. Ainda assim, é considerada segura e com boa taxa de recuperação.

A crioterapia causa impotência sexual?

A disfunção erétil é um dos efeitos colaterais que podem ocorrer após a crioterapia, especialmente em homens que já têm algum grau de comprometimento da função erétil antes do tratamento.

Quanto tempo dura a recuperação da crioterapia?

A maioria dos pacientes retorna às atividades leves em poucos dias. A recuperação completa pode levar algumas semanas, com acompanhamento médico para monitorar possíveis efeitos.

A crioterapia pode ser repetida?

Sim. Em alguns casos de recidiva local do câncer, os médicos podem realizar novamente a crioterapia para controlar a progressão da doença.

Crioterapia é eficaz para todos os tipos de câncer de próstata?

Não. Ela é mais eficaz para tumores localizados. Casos avançados ou metastáticos geralmente requerem tratamentos sistêmicos ou cirurgias mais abrangentes.

Crioterapia é uma alternativa viável, mas requer avaliação criteriosa

A crioterapia no câncer de próstata representa um avanço significativo nos tratamentos oncológicos, especialmente por ser menos invasiva e permitir uma recuperação mais rápida. 

No entanto, sua indicação depende de diversos fatores, como o estágio do câncer, o histórico clínico do paciente e as possíveis complicações.

Homens acima de 50 anos que receberam o diagnóstico de câncer de próstata devem considerar todas as opções com apoio de um urologista experiente. 

Em muitos casos, conversar com um especialista em câncer de próstata pode trazer clareza e segurança na escolha do melhor tratamento.

Na dúvida, busque uma segunda opinião com profissionais que dominam as terapias mais modernas — como é o caso do Dr. José Vetorazzo, referência nacional em tratamentos avançados para o câncer de próstata.

Agende sua consulta com o Dr. José Vetorazzo e descubra as melhores opções de tratamento para o seu caso. Cuidar da saúde da próstata é um passo fundamental para viver com mais qualidade, segurança e bem-estar.

Tirinha para agendamento de consultas com imagem do Dr Vetorazzo

Formação Acadêmica e especializações

  • Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
  • Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
  • Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
  • Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.

Áreas de Atuação

  • Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais.
  • Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga.
  • Cirurgia robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.

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