Os homens sabem que a partir de uma certa faixa etária devem frequentar os consultórios dos urologistas, mas você sabe a idade ideal para fazer o exame de próstata?
A saúde da próstata é uma preocupação que cresce com a idade, e saber quando começar a realizar os exames preventivos é essencial para garantir o bem-estar masculino.
Muitos homens têm dúvidas ou até receio de fazer os exames de próstata, mas a verdade é que eles desempenham um papel fundamental na detecção precoce de condições relacionadas à glândula.
Entre essas condições estão a hiperplasia prostática benigna (HPB) e o câncer de próstata, que é um dos mais comuns entre os homens.
Descubra aqui qual é a idade ideal para fazer o exame, por que é tão importante, como é realizado e por que uma detecção precoce pode salvar vidas.
Qual é a idade ideal para fazer exame de próstata?
De acordo com as recomendações médicas, a idade para iniciar os exames preventivos de próstata depende do histórico familiar e dos fatores de risco do paciente:
- Homens sem histórico familiar de câncer de próstata: o recomendado é começar aos 50 anos;
- Homens com histórico familiar de câncer de próstata (pai ou irmãos) ou de ascendência africana: a recomendação é iniciar os exames aos 45 anos, pois o risco é maior nestes grupos;
- Pacientes com histórico familiar mais extenso ou múltiplos fatores de risco: em casos específicos, os médicos podem sugerir o início da avaliação aos 40 anos.
Esses limites são baseados em estudos que mostram que a detecção precoce aumenta significativamente à medida que as chances de tratamento bem-sucedido.
Por que realizar o exame de próstata?
A próstata é responsável por produzir parte do líquido seminal. Está localizada abaixo da bexiga e na frente do reto.
Essa glândula pode apresentar alterações com o envelhecimento, relacionadas à HPB ou ao câncer, porém, homens mais jovens também podem sofrer com as prostatites.
Saiba mais sobre essas doenças:
Câncer de próstata
É o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele do tipo não melanoma. No Brasil, surgem 72 mil casos de câncer de próstata por ano.
Em estágios iniciais, essa doença geralmente é assintomática, o que torna o exame preventivo indispensável para a detecção precoce.
Mas quando há sintomas, assim como a HPB, pode trazer alterações urinárias importantes.
Em muitos casos, pode ser um câncer de crescimento lento, e em outros, se desenvolver rapidamente e gerar metástases.
Hiperplasia prostática benigna (HPB)
É o aumento benigno da próstata, uma situação comum após os 50 anos.
Pode causar sintomas urinários incômodos, principalmente, dificuldade para urinar, necessidade de urinar frequentemente e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
A HPB não é um fator de risco para malignidade, mas pode coexistir com o câncer de próstata no organismo masculino.
Prostatite
Uma inflamação da próstata que pode causar dor, febre e dificuldade para urinar.
Por isso, é fundamental tentar fazer o diagnóstico precoce para identificar as doenças no estágio inicial, especialmente quando o diagnóstico é um câncer de próstata.
Dessa forma, realizar esses exames preventivos permite identificar essas condições com antecedência, aumentando as chances de cura para a maioria dos homens.
Como é realizado o exame de próstata?
Dois exames de próstata , quando realizados em conjunto, fornecem informações importantes para a avaliação da saúde prostática.
São eles:
Dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico)
O PSA é uma proteína encontrada em pequenas concentrações no sangue e em grandes concentrações no sêmen.
A dosagem dessa proteína no sangue é um exame simples, porém, pode identificar valores elevados de PSA, levantando suspeitas sobre a possível presença de câncer de próstata.
Valores elevados de PSA são responsáveis pela detecção de mais de 60% dos casos de câncer de próstata, muitas vezes em homens sem nenhum sintoma.
Porém, os níveis elevados podem indicar alterações, mas não confirmam o diagnóstico de câncer, por si só. Assim, o PSA alto também pode ser resultado de processos inflamatórios ou da próstata aumentada.
Toque retal
É um procedimento rápido, dura apenas alguns segundos, e costuma ser realizado em consultório.
Neste exame, o médico introduz o dedo protegido por uma luva lubrificada no reto do paciente para avaliar o tamanho, a consistência e a presença de nódulos ou áreas endurecidas na próstata.
Caso sejam encontradas alterações no PSA e no toque retal, o médico pode solicitar outros testes para confirmação de diagnóstico, como a ressonância magnética ou uma biópsia.
A importância da detecção precoce
Inegavelmente, a detecção precoce de alterações na próstata pode fazer toda a diferença no sucesso do tratamento.
No caso do câncer de próstata, os índices de cura chegam a mais de 90% quando ele é revelado nos projetos iniciais.
Além disso, a identificação precoce de outras condições, como a HPB, evita complicações e melhora a qualidade de vida.
Ignorar os exames preventivos pode levar ao diagnóstico tardio, quando os tratamentos são mais invasivos e as chances de cura diminuem significativamente.
Exame da próstata: consulte-se com o Dr.Vetorazzo
Em suma, a idade ideal para fazer os exames de próstata varia entre 40 e 50 anos , dependendo do histórico familiar e dos fatores de risco.
Realizar o PSA e o toque retal são passos simples, rápidos e extremamente importantes para prevenir complicações graves.
Não deixe que o medo ou o preconceito atrasem seus cuidados com a saúde. Agende uma consulta com um urologista, realize os exames necessários e invista em sua qualidade de vida. Lembre-se: detecção precoce salva vidas!
Dessa forma, se você já está na idade ideal para fazer exame de próstata, consulte um médico que tenha expertise e inspire confiança, como o Dr. José Vetorazzo.
Ele é um médico urologista com formação internacional, com ampla experiência nos tratamentos do câncer de próstata e das mais variadas condições da próstata.
Com mais de 10 anos de experiência, o Dr. Vetorazzo já fez milhares de atendimentos relacionados à saúde urológica, tanto para os tratamentos clínicos quanto para os cirúrgicos, e todos são testemunhas de satisfação com os resultados.
Conheça um pouco mais sobre sua experiência e expertise:
Formação acadêmica e especializações
- Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
- Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
- Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
- Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.
Áreas de Atuação
- Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais.
- Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga.
- Cirurgia robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.
