A hiperplasia prostática benigna (HPB), ou próstata aumentada, não é câncer e geralmente não é considerada grave por si só, mas pode causar sintomas incômodos e complicações se não tratadas
Quando um homem pensa se a próstata aumentada é grave, é importante entender que essa condição, que afeta especialmente os homens acima de 50 anos, pode ter consequências sérias se não for diagnosticada e tratada corretamente.
Embora a hiperplasia prostática benigna (HPB) não seja uma doença maligna, ela pode comprometer seriamente a qualidade de vida dos homens e, em casos avançados, provocar danos permanentes à bexiga e aos rins.
Neste texto, entenda mais sobre a potencial gravidade da HPB, o que é, seus sintomas, possíveis consequências e tratamentos indicados.

A próstata aumentada pode ser grave?
A dúvida se a próstata aumentada é grave é muito pertinente, porque, quando não tratada, a HPB pode causar complicações como:
- Infecções urinárias recorrentes;
- Formação de cálculos na bexiga;
- Retenção urinária aguda (incapacidade total de urinar);
- Insuficiência renal causada pelo refluxo de urina;
- Comprometimento da musculatura da bexiga.
Então, a gravidade dessa condição vai depender da intensidade dos sintomas e da rapidez com que você busca tratamento.
O que é a próstata aumentada ou HPB?
A HPB é o aumento benigno do volume da próstata, uma glândula localizada abaixo da bexiga, que envolve a uretra. Ela é responsável por parte da produção do sêmen, sendo fundamental para a fertilidade masculina.
Por ser um processo natural, acontece um crescimento da próstata com o avanço da idade. Na vida adulta, esse aumento é o segundo período de expansão da glândula. O primeiro é na puberdade, motivado por fatores hormonais.
No entanto, na vida adulta, em alguns homens, esse aumento passa a comprimir a uretra, dificultando a passagem da urina e provocando diversos sintomas urinários.
Essa glândula está dividida em quatro zonas anatômicas básicas: anterior, periférica, central e transição. O crescimento ocorre na zona de transição, que representa apenas 10% do tecido glandular.
De acordo com a American Urological Association e a Associação Brasileira de Urologia, cerca de 50% dos homens entre 51 e 60 anos apresentam sinais de HPB. Essa porcentagem sobe para 90% entre os que têm mais de 85 anos.
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Quando procurar o médico?
Todo homem acima dos 50 anos deve realizar acompanhamento regular com um urologista, mesmo sem sintomas, porque a próstata pode desenvolver condições não só como a HPB, mas também prostatite e câncer.
No entanto, os homens com histórico familiar ou já com sinais urinários devem antecipar essa rotina para os 45 anos.
Quando a glândula não está saudável, os sinais podem ser bastante semelhantes tanto na HPB como no câncer, geralmente estão ligados à função urinária. Os principais incluem:
- Dificuldade para iniciar a micção: esforço para começar a urinar;
- Jato urinário fraco ou intermitente: fluxo de urina lento ou interrompido;
- Micção frequente: necessidade de urinar várias vezes, especialmente à noite (noctúria), ou seja, mais de 8 vezes ao dia;
- Urgência urinária: vontade súbita e intensa de urinar;
- Sensação de esvaziamento incompleto: sentir que a bexiga não foi totalmente esvaziada mesmo tendo acabado de urinar;
- Gotejamento pós-micção: vazamento de urina após urinar;
- Retenção urinária: em casos graves, incapacidade de urinar, exigindo intervenção médica.
Assim, se o homem começa a ter esses sintomas deve acender um sinal de alerta em seu radar da saúde, especialmente se ele tiver mais de 50 anos, porque pode ter a sua qualidade de vida seriamente impactada.
Os sintomas podem causar danos no sono, no desempenho sexual e até na saúde mental do paciente, no entanto, muitos homens os consideram “normais para a idade”, mas ignorá-los pode trazer consequências sérias, como as já mencionadas acima.
No caso da HPB, embora essa condição não seja propriamente a causadora direta da disfunção erétil, ela poderá trazer um grande impacto psicológico no homem e afetar a sua vida sexual e social, porque deflagra fadiga, constrangimento e limitações nas atividades diárias.
Diagnóstico da HPB
O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações, porque quanto mais tempo o paciente deixa de tratar, mais ele submete a própria bexiga a trabalhar com dificuldades, e há mais probabilidade de que ela perca funcionalidade.
Dessa forma, quando o paciente passa anos com esse problema e não trata, pode não conseguir recuperar totalmente o bom funcionamento do órgão, mesmo após uma cirurgia. Assim, os resultados do tratamento podem não ser tão bons.
Para diagnosticar esse quadro, são necessários alguns exames:
- Toque retal: avalia o tamanho, alterações e a consistência da próstata;
- Teste de PSA: mede o antígeno prostático específico para descartar câncer de próstata;
- Fluxometria urinária: avalia a força do jato urinário;
- Ultrassom: verifica o tamanho da próstata e resíduos urinários na bexiga.
Conheça as causas da próstata aumentada
A principal causa da HPB está relacionada ao envelhecimento e às alterações hormonais — em especial, à ação da di-hidrotestosterona (DHT), um derivado da testosterona que estimula o crescimento celular na próstata.
Outros fatores de risco incluem:
- Histórico familiar: homens com parentes próximos (pais e irmãos) com HPB têm maior probabilidade de desenvolvê-la;
- Obesidade, hipertensão arterial e diabetes: essas condições também podem agravar os sintomas devido a alterações metabólicas;
- Sedentarismo: a falta de atividade física está associada a maior risco.
De acordo com o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, esses fatores combinados explicam a alta prevalência da HPB em homens mais velhos.

Mas a HPB tem cura?
O termo melhor utilizado não é propriamente cura, mas sim controle, e realmente a HPB pode ser controlada de forma eficaz.
O tratamento dessa condição vai depender do grau de obstrução e do impacto dos sintomas no dia a dia do paciente.
As opções incluem:
Mudanças no estilo de vida
Medidas como reduzir a cafeína, evitar bebidas alcoólicas à noite, manter o peso e praticar atividade física ajudam a aliviar os sintomas.
Tratamento medicamentoso
É a primeira linha de tratamento na maioria dos casos. Existem dois grupos principais:
- Alfa-bloqueadores: relaxam os músculos da próstata e bexiga, facilitando a micção (ex: tansulosina);
- Inibidores da 5-alfa-redutase: reduzem o tamanho da próstata a longo prazo (ex: finasterida, dutasterida);
Mas também é possível tratar com uma combinação desses medicamentos.
Procedimentos minimamente invasivos
Quando os medicamentos não funcionam ou causam efeitos colaterais, procedimentos como Rezum ou cirurgias tradicionais, a laser ou robóticas podem ser indicados.
- Rezum: a técnica utiliza vapor de água para reduzir o volume da próstata, aliviando os sintomas urinários. Um dos muitos pontos benéficos desse procedimento é que ele não altera a função sexual ou ejaculatória;
- Terapia com laser: o excesso de tecido prostático pode ser removido de forma rápida e com o mínimo de efeitos colaterais com os procedimentos Green Laser e Holep.
Cirurgias
A cirurgia ainda é necessária em casos mais avançados. A ressecção transuretral da próstata (RTU) continua sendo o padrão ouro, embora novas técnicas a laser tenham ampliado as opções.
- Ressecção Transuretral da Próstata (RTU): essa técnica já foi considerada o padrão ouro no tratamento da remoção de parte do tecido prostático. A abordagem incluir a raspagem da próstata para reduzir o adenoma;
- Cirurgia robótica: quando a próstata está muito aumentada e o caso é mais complexo, a precisão permitida por braços robóticos é uma excelente opção de tratamento;
- Cirurgia aberta: indicada para próstatas muito grandes e casos que o paciente não tem acesso aos procedimentos mais modernos.
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Embora a HPB não seja não seja câncer, muitos homens realmente devem entender se próstata aumentada é grave.
Como já vimos, essa condição é benigna mas pode sim causar sintomas muito incômodos e, se não tratada, levar a complicações sérias. Por isso, é importante ter um urologista de confiança para entender as possibilidades de tratamento.
Referência nacional no diagnóstico e tratamento das doenças da próstata, o Dr. José Vetorazzo oferece abordagens individualizadas para pacientes com HPB. Em sua clínica, você encontra tecnologia de ponta, segurança e atendimento humanizado.
Com avaliação completa e acompanhamento especializado, é possível controlar os sintomas e manter sua saúde em dia com mais tranquilidade.

Formação acadêmica e especializações
- Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
- Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
- Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
- Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.
Áreas de Atuação
- Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais.
- Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga.
- Cirurgia robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.





