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Prostatite ou hiperplasia? Como diferenciar e saber o momento certo de agir

Homem acima de 40 anos com desconforto urinário pode estar com prostatite ou HPB. Saiba quando procurar ajuda especializada.

Um homem acima dos 40 ou 50 anos provavelmente já ouviu falar sobre a próstata ou, quem sabe, até já sentiu algum sintoma urinário que o deixou preocupado. Saiba que essa glândula pode sofrer com duas condições bastante desconfortáveis e frequentes.

Se você é um homem acima de 40 anos e sente desconforto ao urinar, dor pélvica ou necessidade frequente de ir ao banheiro, pode estar enfrentando problemas na próstata, como prostatite ou hiperplasia prostática benigna (HPB)

A próstata é uma glândula fundamental para a saúde masculina, e com o passar dos anos, ela pode apresentar algumas condições que, embora distintas, frequentemente causam sintomas semelhantes e geram muitas dúvidas. 

No Brasil, a saúde da próstata é um tema de crescente importância. A hiperplasia prostática benigna (HPB), por exemplo, afeta cerca de 50% dos homens acima dos 50 anos, e essa prevalência aumenta para 80% aos 90 anos

Embora a prostatite não tenha estatísticas tão amplamente divulgadas quanto a HPB em termos de prevalência geral no Brasil, ela é uma condição comum que pode acometer homens de todas as idades, inclusive mais jovens, a partir dos 20-30 anos.

É fundamental entender que, apesar de ambas as condições afetarem a próstata e poderem causar sintomas urinários incômodos, suas causas, tratamentos e implicações para a saúde são bastante diferentes.

Confundir uma com a outra pode levar a diagnósticos errados, tratamentos ineficazes e, consequentemente, a um impacto significativo na sua qualidade de vida. A diferenciação correta não só garante o tratamento adequado, mas também previne complicações que podem ser graves.

Neste texto de blog, vamos desmistificar a prostatite e a HPB, explicando suas características, sintomas, como são diagnosticadas e, o mais importante, quando você deve procurar um especialista. 

Continue lendo e descubra como proteger sua saúde!

O que é a prostatite?

A prostatite é, em sua essência, uma inflamação da glândula prostática. Essa inflamação pode ter diversas origens, sendo as mais comuns infecções bacterianas ou fatores não infecciosos. 

É importante ressaltar que a prostatite pode afetar homens de qualquer idade, diferentemente da HPB, que é mais comum em idosos.

Existem diferentes tipos de prostatite, cada um com suas particularidades:

  • Prostatite bacteriana aguda: é uma infecção bacteriana súbita e grave da próstata. Geralmente, causa sintomas intensos e de início rápido;
  • Prostatite bacteriana crônica: caracteriza-se por infecções bacterianas recorrentes na próstata. Os sintomas podem ser menos intensos que na forma aguda, mas persistem por um longo período;
  • Prostatite crônica não bacteriana (Síndrome da Dor Pélvica Crônica): este é o tipo mais comum de prostatite. Nesses casos, há inflamação e dor na região pélvica, mas sem a presença de infecção bacteriana. A causa exata nem sempre é clara, e pode estar relacionada a disfunções musculares, nervosas ou até mesmo estresse;
  • Prostatite inflamatória assintomática: como o nome sugere, há inflamação da próstata, mas o homem não apresenta sintomas. Geralmente, é descoberta incidentalmente durante exames para outras condições.

Prostatite: sintomas mais comuns

Os sintomas de prostatite podem variar de acordo com o tipo e a gravidade da inflamação, mas os mais comuns incluem:

  • Dor ao urinar (disúria): é uma sensação de queimação ou desconforto durante a micção;
  • Febre e calafrios: especialmente presentes na prostatite bacteriana aguda, indicando uma infecção mais séria;
  • Dor pélvica, testicular ou na parte inferior das costas: a dor pode ser constante ou intermitente e se irradiar para a região do períneo (área entre o ânus e o escroto);
  • Jato urinário fraco ou dificuldade para urinar: a inflamação pode comprimir a uretra, dificultando o fluxo da urina;
  • Sensação de peso perineal: um desconforto na região do períneo;
  • Disfunção erétil: em casos de prostatite crônica, a inflamação prolongada pode afetar a função erétil;
  • Sangue na urina ou sêmen: embora menos comum, pode ocorrer em alguns casos de prostatite.

É fundamental estar atento a esses sinais, pois o diagnóstico precoce da prostatite é crucial para um tratamento eficaz e para evitar complicações.

O que é hiperplasia prostática benigna (HPB)?

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição caracterizada pelo aumento não canceroso da glândula prostática. 

Ao contrário da prostatite, que é uma inflamação, a HPB é um crescimento benigno do tecido da próstata, muito comum em homens à medida que envelhecem, especialmente a partir dos 50 anos.

As causas exatas da HPB não são totalmente compreendidas, mas acredita-se que estejam relacionadas a mudanças hormonais que ocorrem com o envelhecimento natural masculino. 

À medida que a próstata cresce, ela pode comprimir a uretra, o canal que transporta a urina da bexiga para fora do corpo, levando a uma série de sintomas urinários.

Sintomas típicos da HPB

Os sintomas da HPB tendem a se desenvolver gradualmente ao longo do tempo e podem incluir:

  • Dificuldade para iniciar a micção: esforço para começar a urinar;
  • Jato urinário fraco ou interrompido: a urina pode sair com pouca força ou parar e recomeçar várias vezes;
  • Urgência e aumento da frequência urinária: uma necessidade súbita e forte de urinar, com idas mais frequentes ao banheiro, especialmente à noite (noctúria);
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga: mesmo após urinar, a sensação de que ainda há urina na bexiga;
  • Gotejamento no final da micção: pequenas quantidades de urina que vazam após o término do fluxo principal;
  • Retenção urinária: em casos mais avançados, a próstata pode bloquear completamente a uretra, impedindo a passagem da urina, o que é uma emergência médica.

É importante notar que a gravidade dos sintomas da HPB nem sempre está relacionada ao tamanho da próstata. 

Alguns homens com próstatas muito aumentadas podem ter poucos sintomas, enquanto outros com aumentos menores podem sentir grande desconforto.

Veja mais no texto:

Próstata aumentada em jovens

Para facilitar a compreensão das diferenças entre a prostatite e a HPB, apresentamos um comparativo direto:

Comparativo prostatite x HPB Característica Prostatite HPB (Hiperplasia Prostática Benigna) Causa Inflamação (infecciosa ou não) Crescimento benigno da glândula Idade Comum A partir dos 20–30 anos A partir dos 50 anos Dor Pélvica Comum Rara Febre Comum (na forma aguda) Inexistente Evolução Súbita (aguda) ou arrastada (crônica) Progressiva Tratamento Antibióticos, anti-inflamatórios, mudanças de hábitos, fisioterapia pélvica Medicamentos (alfa-bloqueadores, inibidores da 5-alfa-redutase), cirurgias minimamente invasivas (RTU, laser, Holep, Rezum, etc.)

Esta tabela resume as principais distinções, mas é fundamental lembrar que apenas um médico urologista pode realizar um diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.

Quando procurar um urologista?

A saúde da próstata é um assunto sério e não deve ser negligenciado. Saber o momento certo de procurar um urologista é fundamental para um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz. 

Você deve agendar uma consulta sempre que:

  • Surgirem alterações urinárias persistentes, como dificuldade para urinar, aumento da frequência (especialmente à noite), jato fraco ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;
  • Sentir dor na região pélvica, testicular, na parte inferior das costas ou durante a micção;
  • Apresentar febre sem causa aparente, acompanhada de sintomas urinários;
  • Os sintomas impactarem significativamente sua rotina diária ou seu sono;
  • Tiver sangue na urina ou no sêmen, mesmo que em pequena quantidade.

Além disso, para homens a partir dos 50 anos, é essencial realizar check-ups urológicos regulares, mesmo na ausência de sintomas. 

Urologistas recomendam que homens a partir dessa idade conversem com seu médico de confiança sobre a realização de exames de rotina para a detecção precoce de doenças da próstata, incluindo o câncer de próstata. 

Se houver histórico familiar de câncer de próstata, essa idade pode ser antecipada para os 45 anos.

Não hesite em buscar ajuda profissional. A detecção precoce é a sua maior aliada na manutenção da saúde prostática.

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Como é feito o diagnóstico dessas condições?

O diagnóstico preciso da prostatite e da HPB é fundamental para o sucesso do tratamento e para descartar outras condições mais graves, como o câncer de próstata. 

O urologista, com base na sua história clínica e nos sintomas apresentados, solicitará uma série de exames.

Principais métodos diagnósticos

  • Toque Retal: embora possa gerar desconforto, é um exame rápido e essencial. O médico insere um dedo enluvado no reto para palpar a próstata, avaliando seu tamanho, forma, consistência e se há áreas dolorosas ou nódulos. É fundamental para diferenciar a prostatite (que pode apresentar próstata dolorosa e inchada) da HPB (próstata aumentada, mas geralmente indolor) e para rastrear o câncer de próstata;
  • Dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico): é um exame de sangue que mede os níveis de uma proteína produzida pela próstata. Níveis elevados de PSA podem indicar diversas condições, incluindo prostatite, HPB ou câncer de próstata. Por isso, o resultado do PSA deve ser sempre interpretado em conjunto com o toque retal e outros exames;
  • Exames de urina e cultura: a análise da urina pode detectar a presença de infecções (bactérias, leucócitos) que podem ser a causa da prostatite bacteriana. A urocultura identifica o tipo específico de bactéria, auxiliando na escolha do antibiótico correto;
  • Ultrassonografia de vias urinárias: permite visualizar a próstata, bexiga e rins, avaliando o tamanho da próstata, a presença de resíduo urinário pós-micção (indicativo de obstrução causada pela HPB) e possíveis complicações renais;
  • Fluxometria ou estudo urodinâmico: avaliam a força do jato urinário e a capacidade da bexiga de esvaziar-se completamente. São exames importantes para quantificar a obstrução causada pela HPB e guiar o tratamento;
  • Ressonância magnética: em alguns casos, pode ser solicitada para obter imagens mais detalhadas da próstata e estruturas adjacentes, especialmente quando há suspeita de outras condições ou para planejamento cirúrgico.

O conjunto desses exames, aliado à avaliação clínica do urologista, permite um diagnóstico preciso e a diferenciação entre a prostatite e a HPB, garantindo que você receba o tratamento mais adequado para sua condição.

Prostatite e HPB: tratamento são diferentes para cada condição

Uma vez que o diagnóstico é definido, o urologista indicará o tratamento mais adequado, que varia significativamente entre a prostatite e a HPB. É fundamental seguir as orientações médicas para garantir a eficácia e evitar complicações.

Tratamento para prostatite

O tratamento da prostatite depende do seu tipo e causa:

  • Antibióticos: este medicamento para prostatite é indicado para a condição bacteriana (aguda ou crônica). O uso de antibióticos é essencial para eliminar a infecção. O tempo de tratamento pode variar de algumas semanas a vários meses, dependendo da gravidade e da resposta ao medicamento;
  • Analgésicos e anti-inflamatórios: podem ser prescritos para aliviar a dor e a inflamação, especialmente nos casos de prostatite não bacteriana ou para controle dos sintomas na fase aguda;
  • Fisioterapia pélvica: em casos de prostatite crônica não bacteriana (síndrome da dor pélvica crônica), a fisioterapia pélvica pode ser muito eficaz para relaxar os músculos da região e aliviar a dor;
  • Mudanças no estilo de vida: evitar alimentos irritantes (cafeína, álcool, comidas picantes), manter-se hidratado e gerenciar o estresse podem contribuir para o alívio dos sintomas da prostatite.

Tratamento para hiperplasia prostática benigna (HPB)

O tratamento da HPB visa aliviar os sintomas e prevenir complicações. As opções incluem:

Medicamentos

•Alfa-bloqueadores: relaxam os músculos da próstata e do colo da bexiga, facilitando o fluxo urinário. Exemplos incluem tansulosina, alfuzosina, doxazosina e silodosina;

•Inibidores da 5-alfa-redutase: reduzem o tamanho da próstata ao longo do tempo, bloqueando a produção de hormônios que estimulam o crescimento prostático. Exemplos são finasterida e dutasterida;

Cirurgias minimamente invasivas

Quando os medicamentos não são suficientes ou os sintomas são mais graves, procedimentos minimamente invasivos podem ser indicados. Alguns exemplos incluem:

  • Ressecção Transuretral da Próstata (RTU): é o padrão-ouro para o tratamento cirúrgico da HPB, removendo o excesso de tecido prostático através da uretra;
  • Terapia a laser: utiliza energia laser para remover ou vaporizar o tecido prostático obstrutivo. Existem diversas técnicas, como GreenLight Laser e HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate);
  • Rezum: um procedimento que utiliza vapor de água para reduzir o tamanho da próstata, aliviando os sintomas;

Cirurgias invasivas

Aberta

Em casos de próstatas muito grandes ou complicações específicas, a cirurgia aberta pode ser necessária.

Robótica

Para realizar a prostatectomia parcial, o médico utiliza um avançado sistema robótico, com equipamento de processamento de imagens em 3D, que proporciona uma visualização ampliada e detalhada de toda a área a ser operada, incluindo a próstata, nervos, vasos sanguíneos e músculos.

Durante a cirurgia, o cirurgião controla o robô a partir de uma estação de comando, permitindo que instrumentos cirúrgicos precisos realizem a remoção da próstata.  

Essa é uma solução para próstatas que estão muito grandes.

A escolha do tratamento para HPB depende de fatores como a gravidade dos sintomas, o tamanho da próstata, a saúde geral do paciente e suas preferências.

Tirinha de ebook para tratamentos do câncer de próstata

Agir no tempo certo evita complicações: consulte-se com o Dr Vetorazzo

Entender a diferença entre prostatite e HPB é o primeiro passo para cuidar da sua saúde prostática de forma eficaz. 

Ambas as condições, embora distintas em suas causas e tratamentos, podem impactar significativamente sua qualidade de vida se não forem diagnosticadas e tratadas corretamente.

Como vimos, a prostatite é uma inflamação que pode ser bacteriana ou não, afetando homens de todas as idades, enquanto a HPB é um crescimento benigno da próstata, mais comum em homens maduros. 

Os sintomas podem ser semelhantes, o que reforça a importância de uma avaliação médica especializada.

Identificar o problema precocemente permite tratamentos mais simples e menos invasivos, evitando complicações graves como infecções urinárias recorrentes, retenção urinária aguda e até mesmo danos renais. 

A automedicação ou a negligência dos sintomas, consequentemente, podem mascarar o quadro e agravar a situação, tornando o tratamento mais complexo no futuro.

Por isso, se você desconfia de alterações urinárias, sente dor pélvica ou qualquer outro sintoma relacionado à próstata, não hesite. Procure um especialista. 

O Dr. José Vetorazzo, urologista com vasta experiência em condições da próstata, está pronto para oferecer o diagnóstico preciso e o tratamento mais seguro e adequado para o seu caso. Cuidar da sua saúde é um investimento no seu futuro e na sua qualidade de vida.

Desconfia de alterações urinárias? Agende uma consulta com um urologista e tire suas dúvidas com segurança.

Tirinha para agendamento de consultas com imagem do Dr Vetorazzo

Formação acadêmica e especializações

  • Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
  • Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
  • Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
  • Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.

Áreas de Atuação

  • Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais.
  • Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga.
  • Cirurgia robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.

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