Conteúdo revisado pelo Dr. José Vetorazzo, urologista em São Paulo, especialista em cirurgia robótica e uro-oncologia, com certificação internacional pelo Intuitive Surgical (sistema Da Vinci) e fellowship em cirurgia minimamente invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha.
A infecção urinária é uma das condições mais frequentes do trato urinário — e em homens, quase sempre exige investigação além do antibiótico.
A infecção urinária afeta milhões de pessoas todos os anos no Brasil e no mundo. Na maioria dos casos, os sintomas aparecem de forma súbita: ardência ao urinar, vontade frequente de ir ao banheiro e desconforto na região abdominal.
Embora muitos tratem o problema como algo rotineiro, a infecção urinária pode sinalizar condições mais sérias — especialmente quando ocorre em homens ou se repete com frequência.
Portanto, entender o que está por trás dos sintomas é fundamental para evitar complicações e tratar a causa real do problema.
O que é infecção urinária?
A infecção do trato urinário (ITU) é definida pela presença de micro-organismos — principalmente bactérias — no sistema urinário em quantidade suficiente para causar inflamação.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a ITU é uma das infecções mais comuns na população geral, podendo afetar qualquer parte do trato urinário: uretra, bexiga, ureter ou rins.
Além disso, a ITU pode ser sintomática, com sinais claros, ou assintomática, identificada apenas em exames laboratoriais. Em ambos os casos, a avaliação médica é necessária.
Como a infecção acontece?
A rota mais comum de contaminação é ascendente: bactérias provenientes do intestino ou da região genital sobem pelo canal urinário e chegam à bexiga.
Em uma parcela dos casos, a infecção pode ainda atingir os rins pela corrente sanguínea.
Mais de 85% das infecções urinárias são causadas por Escherichia coli, uma bactéria presente naturalmente no intestino, conforme dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia.
Cistite e pielonefrite: entenda a diferença
A cistite afeta o trato urinário baixo (bexiga e uretra) e é a forma mais comum da infecção. Já a pielonefrite é uma infecção do trato urinário alto, comprometendo os rins.
De acordo com a SBN, enquanto a cistite provoca ardência e urgência urinária, a pielonefrite costuma se manifestar com febre alta, dor lombar intensa e comprometimento do estado geral.
Em homens, existe ainda a prostatite — infecção da glândula prostática — que representa uma das formas mais graves de ITU masculina e exige tratamento prolongado.
Sintomas de infecção urinária
Reconhecer os sintomas com precisão é o primeiro passo para buscar o tratamento correto. Por isso, é importante saber que a intensidade dos sinais varia conforme a localização da infecção e o perfil do paciente.
Ardência ao urinar e outros sinais de alerta
Os sintomas mais frequentes da infecção urinária incluem:
- Ardência ou dor ao urinar (disúria);
- Urgência urinária — vontade intensa e difícil de segurar;
- Aumento da frequência das micções, inclusive à noite;
- Urina com odor forte, aspecto turvo ou presença de sangue;
- Desconforto ou pressão na região abdominal baixa.
Contudo, quando a infecção já atingiu os rins ou a próstata, surgem sintomas adicionais como febre, calafrios, dor nas costas e mal-estar generalizado — sinais que exigem atenção imediata.
Quando os sintomas indicam algo mais grave?
A demora no tratamento pode levar a complicações sérias.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-SP), uma cistite não tratada pode evoluir para pielonefrite e, nos casos mais graves, para bacteremia — infecção sistêmica que pode resultar em sepse.
Por isso, qualquer sintoma persistente ou febre associada à dificuldade urinária requer avaliação médica urgente.
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Infecção urinária em homens e mulheres
Por que é mais comum em mulheres?
Estudos publicados no periódico científico BMC Infectious Diseases indicam que entre 50% e 60% das mulheres adultas terão ao menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida.
A anatomia feminina explica essa maior vulnerabilidade: a uretra da mulher é significativamente mais curta do que a masculina, o que facilita a ascensão das bactérias até a bexiga.
Além disso, a proximidade entre a uretra, a vagina e o ânus aumenta o risco de contaminação.
Infecção urinária masculina: quando investigar a próstata?
Nos homens, a infecção urinária é muito menos frequente, mas tipicamente mais grave.
O CBU reforça que todo homem com infecção urinária deve ser avaliado por um urologista — especialmente se apresentar jato urinário fraco ou acordar várias vezes à noite para urinar.
A razão é clara: a partir dos 50 anos, o aumento da próstata (hiperplasia prostática benigna) dificulta o esvaziamento completo da bexiga, criando um ambiente propício à proliferação bacteriana.
Além disso, conforme a SBN, alterações prostáticas são um dos principais fatores de risco para a infecção urinária masculina. Portanto, tratar apenas a infecção sem investigar a próstata pode resultar em recidivas frequentes e complicações evitáveis.

Principais causas e fatores de risco
Além das bactérias, outros fatores predispõem ao desenvolvimento da infecção urinária:
- Baixa ingestão de água — reduz a capacidade de eliminação de bactérias pela urina;
- Retenção urinária frequente — favorece a multiplicação bacteriana na bexiga;
- Diabetes mellitus — eleva o risco de infecções urinárias complicadas;
- Uso de sonda vesical ou histórico de procedimentos urológicos;
- Alterações anatômicas ou funcionais no trato urinário.
Em homens, vale reforçar: o prostatismo (condição associada ao crescimento da próstata) torna a ITU uma infecção complicada, que exige abordagem urológica específica, conforme orientado pela Associação Médica Brasileira (AMB).
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Como é feito o diagnóstico da infecção urinária?
O diagnóstico da infecção urinária começa com a análise dos sintomas e a história clínica do paciente. A partir daí, o médico solicita exames laboratoriais para confirmar a presença da infecção e identificar a bactéria responsável.
Exame de urina e urocultura
O exame de urina tipo 1 (EAS ou urinálise) detecta sinais de inflamação, como a presença de leucócitos e bactérias na urina.
No entanto, o exame mais preciso é a urocultura: ela identifica o agente infeccioso e permite realizar o antibiograma — teste que aponta qual antibiótico é mais eficaz contra aquela bactéria específica.
Essa distinção é fundamental, pois o uso inadequado de antibióticos contribui para o desenvolvimento de resistência bacteriana — um problema crescente na América Latina, segundo dados do programa de vigilância SENTRY.
Quando pedir exames adicionais?
Em homens, ou em casos de infecção recorrente, o urologista pode solicitar ultrassonografia das vias urinárias e da próstata, além de exame de PSA e, eventualmente, uretrocistoscopia.
Esses exames ajudam a identificar causas estruturais que estejam favorecendo a infecção.
Tratamento da infecção urinária
O tratamento da infecção urinária depende do tipo de infecção (simples ou complicada), da bactéria identificada e do perfil clínico do paciente.
O uso de antibióticos é o pilar do tratamento — mas a escolha do medicamento deve ser guiada pelo resultado da urocultura.
Antibiótico e duração do tratamento
Em homens, o tempo de tratamento é mais longo — geralmente de sete a quatorze dias, podendo se estender em casos de prostatite bacteriana, conforme as Diretrizes para Infecções Urológicas da SBU.
É essencial completar o ciclo de antibióticos mesmo após a melhora dos sintomas. A interrupção precoce favorece a recorrência e a resistência bacteriana. Além disso, a automedicação com antibióticos sem prescrição médica é uma prática de risco que o especialista deve desestimular.
Infecção urinária recorrente: quando o problema vai além da bactéria?
A infecção urinária recorrente é definida pela ocorrência de mais de dois episódios em seis meses ou mais de três episódios em doze meses, conforme publicação científica da revista Nutrients (2024).
Essa condição exige investigação mais ampla para identificar a causa subjacente.
Causas da recorrência e necessidade de investigação
Em mulheres, as causas mais comuns incluem alterações hormonais, histórico de infecções na infância e higiene inadequada após relações sexuais.
Em homens, a recorrência quase sempre aponta para um problema prostático não resolvido ou uma alteração anatômica do trato urinário.
Por isso, pacientes com infecções recorrentes devem ser acompanhados por um urologista, que conduzirá uma investigação detalhada e poderá indicar profilaxia antibiótica ou, quando necessário, tratamento cirúrgico da causa obstrutiva — como nos casos de hiperplasia prostática benigna associada à infecção de repetição.
Quando procurar um urologista?
Existem situações em que a consulta com um urologista não deve ser postergada. Entre elas:
- Sintomas persistentes após 72 horas de uso de antibiótico;
- Febre, calafrios ou dor lombar associados aos sintomas urinários;
- Presença de sangue na urina;
- Infecção urinária em homem — sempre exige avaliação especializada;
- Infecção urinária recorrente — dois ou mais episódios em seis meses;
- Dificuldade para urinar, jato fraco ou sensação de esvaziamento incompleto.
Nesses cenários, a avaliação urológica é indispensável para descartar condições mais sérias e definir o tratamento mais adequado.
Conclusão: infecção urinária exige um olhar especializado
A infecção urinária é um problema de saúde frequente, mas que não deve ser subestimado.
Em homens, especialmente acima dos 50 anos, ela é quase sempre um sinal de que algo mais precisa ser investigado — e o diagnóstico correto pode fazer toda a diferença para preservar a função renal e a qualidade de vida.
O Dr. José Vetorazzo é urologista especializado no diagnóstico e tratamento de condições do trato urinário masculino, com foco em cirurgia robótica e tratamentos minimamente invasivos para doenças da próstata.
Em sua prática clínica em São Paulo, acompanha pacientes com infecções urinárias associadas a alterações prostáticas, oferecendo avaliação personalizada e conduta baseada nas mais atuais evidências científicas.
Se você apresenta sintomas urinários persistentes, infecções recorrentes ou é homem com mais de 50 anos sem avaliação urológica recente, marque sua consulta e cuide da sua saúde com a atenção que ela merece.
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Saiba mais sobre a formação do Dr. José Vetorazzo:
Formação Acadêmica e especializações
- Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
- Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
- Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
- Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.
Áreas de Atuação
- Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais;
- Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga;
- Cirurgia robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.
Ao optar pelo acompanhamento com o Dr. Vetorazzo, certamente, o paciente conta com:
- Avaliação individualizada;
- Precisão diagnóstica;
- Orientação sobre o melhor tratamento;
- Suporte integral durante o pré e o pós-operatório.
FAQ — Perguntas frequentes sobre infecção urinária
Os sintomas mais comuns são ardência ao urinar, urgência urinária, aumento da frequência das micções e urina com odor forte ou aspecto turvo. Quando a infecção atinge os rins ou a próstata, podem surgir febre, calafrios e dor lombar — sinais que exigem atendimento médico imediato.
Sim. Em homens, a infecção urinária é menos comum, mas tende a ser mais grave. Ela frequentemente está associada a condições prostáticas — como hiperplasia benigna ou prostatite — e exige investigação urológica completa, não apenas o tratamento com antibiótico.
Em mulheres, as causas mais comuns são fatores anatômicos, hormonais e comportamentais. Em homens, a recorrência quase sempre indica um problema prostático ou uma alteração estrutural do trato urinário que precisa ser investigada e tratada pelo urologista.
Não. O uso de antibiótico sem prescrição médica é inadequado e pode agravar o problema, favorecendo o desenvolvimento de bactérias resistentes. O tratamento correto depende da identificação da bactéria causadora — o que só é possível por meio de urocultura solicitada pelo médico.





