Endereço

Rua Joaquim Floriano, 820, cj 84 Itaim
Bibi – São Paulo SP

Contatos

(11) 98856 6194

drvetorazzo@gmail.com

Blog

Próstata aumentada é grave? Entenda os riscos, sintomas e quando procurar um urologista

Homem com expressão preocupada, sentado em sua cama e com a mão no rosto, pensa se próstata aumentada é grave

A hiperplasia prostática benigna (HPB), ou próstata aumentada, não é câncer e geralmente não é considerada grave por si só, mas pode causar sintomas incômodos e complicações se não tratadas

Quando um homem pensa se a próstata aumentada é grave, é importante entender que essa condição, que afeta especialmente os homens acima de 50 anos, pode ter consequências sérias se não for diagnosticada e tratada corretamente. 

Embora a hiperplasia prostática benigna (HPB) não seja uma doença maligna, ela pode comprometer seriamente a qualidade de vida dos homens e, em casos avançados, provocar danos permanentes à bexiga e aos rins.

Neste texto, entenda mais sobre a potencial gravidade da HPB, o que é, seus sintomas, possíveis consequências e tratamentos indicados.

Próstata aumentada é grave?
Gravidade: a hiperplasia prostática benigna (HPB), ou próstata aumentada, não é câncer e geralmente não é considerada grave por si só, mas pode causar muitos sintomas incômodos e complicações graves se não tratadas;
Riscos de não tratar: complicações como retenção urinária, danos à bexiga, infecções urinárias, cálculos vesicais e, em casos raros, danos renais podem ocorrer;
O que é HPB: é o crescimento benigno da próstata, comum em homens acima de 50 anos;
Sintomas: dificuldade para urinar, jato urinário fraco, micção frequente (especialmente à noite), urgência urinária e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;
Causas: relacionadas a alterações hormonais com o envelhecimento, especialmente o aumento da diidrotestosterona (DHT), além de fatores como histórico familiar, obesidade e sedentarismo;
Quando procurar ajuda: consulte um urologista com regularidade, especialmente  se apresentar sintomas urinários persistentes ou graves, como sangue na urina ou incapacidade de urinar.

A próstata aumentada pode ser grave?

A dúvida se a próstata aumentada é grave é muito pertinente, porque, quando não tratada, a HPB pode causar complicações como:

  • Infecções urinárias recorrentes;
  • Formação de cálculos na bexiga;
  • Retenção urinária aguda (incapacidade total de urinar);
  • Insuficiência renal causada pelo refluxo de urina;
  • Comprometimento da musculatura da bexiga.

Então, a gravidade dessa condição vai depender da intensidade dos sintomas e da rapidez com que você busca tratamento.

O que é a próstata aumentada ou HPB? 

A HPB é o aumento benigno do volume da próstata, uma glândula localizada abaixo da bexiga, que envolve a uretra. Ela é responsável por parte da produção do sêmen, sendo fundamental para a fertilidade masculina. 

Por ser um processo natural, acontece um crescimento da próstata com o avanço da idade. Na vida adulta, esse aumento é o segundo período de expansão da glândula. O primeiro é na puberdade, motivado por fatores hormonais.

No entanto, na vida adulta, em alguns homens, esse aumento passa a comprimir a uretra, dificultando a passagem da urina e provocando diversos sintomas urinários.

Essa glândula está dividida em quatro zonas anatômicas básicas: anterior, periférica, central e transição. O crescimento ocorre na zona de transição, que representa apenas 10% do tecido glandular.

De acordo com a American Urological Association  e a Associação Brasileira de Urologia, cerca de 50% dos homens entre 51 e 60 anos apresentam sinais de HPB. Essa porcentagem sobe para 90% entre os que têm mais de 85 anos.

Veja mais neste vídeo:

Quando procurar o médico?

Todo homem acima dos 50 anos deve realizar acompanhamento regular com um urologista, mesmo sem sintomas, porque a próstata pode desenvolver condições não só como a HPB, mas também prostatite e câncer. 

No entanto, os homens com histórico familiar ou já com sinais urinários devem antecipar essa rotina para os 45 anos.

Quando a glândula não está saudável, os sinais podem ser bastante semelhantes tanto na HPB como no câncer, geralmente estão ligados à função urinária. Os principais incluem:

  • Dificuldade para iniciar a micção: esforço para começar a urinar;
  • Jato urinário fraco ou intermitente: fluxo de urina lento ou interrompido;
  • Micção frequente: necessidade de urinar várias vezes, especialmente à noite (noctúria), ou seja, mais de 8 vezes ao dia;
  • Urgência urinária: vontade súbita e intensa de urinar;
  • Sensação de esvaziamento incompleto: sentir que a bexiga não foi totalmente esvaziada mesmo tendo acabado de urinar;
  • Gotejamento pós-micção: vazamento de urina após urinar;
  • Retenção urinária: em casos graves, incapacidade de urinar, exigindo intervenção médica.

Assim, se o homem começa a ter esses sintomas deve acender um sinal de alerta em seu radar da saúde, especialmente se ele tiver mais de 50 anos, porque pode ter a sua qualidade de vida seriamente impactada.

Os sintomas podem causar danos no sono, no desempenho sexual e até na saúde mental do paciente, no entanto, muitos homens os consideram “normais para a idade”, mas ignorá-los pode trazer consequências sérias, como as já mencionadas acima.

No caso da HPB, embora essa condição não seja propriamente a causadora direta da disfunção erétil, ela poderá trazer um grande impacto psicológico no homem e afetar a sua vida sexual e social, porque deflagra fadiga, constrangimento e limitações nas atividades diárias. 

Diagnóstico da HPB

O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações, porque quanto mais tempo o paciente deixa de tratar, mais ele submete a própria bexiga a trabalhar com dificuldades, e há mais probabilidade de que ela perca funcionalidade. 

Dessa forma, quando o paciente passa anos com esse problema e não trata, pode não conseguir recuperar totalmente o bom funcionamento do órgão, mesmo após uma cirurgia. Assim, os resultados do tratamento podem não ser tão bons.

Para diagnosticar esse quadro, são necessários alguns exames:

  • Toque retal: avalia o tamanho, alterações e a consistência da próstata;
  • Teste de PSA: mede o antígeno prostático específico para descartar câncer de próstata;
  • Fluxometria urinária: avalia a força do jato urinário;
  • Ultrassom: verifica o tamanho da próstata e resíduos urinários na bexiga.

Conheça as causas da próstata aumentada

A principal causa da HPB está relacionada ao envelhecimento e às alterações hormonais — em especial, à ação da di-hidrotestosterona (DHT), um derivado da testosterona que estimula o crescimento celular na próstata. 

Outros fatores de risco incluem:

  • Histórico familiar: homens com parentes próximos (pais e irmãos) com HPB têm maior probabilidade de desenvolvê-la;
  • Obesidade, hipertensão arterial e diabetes: essas condições também podem agravar os sintomas devido a alterações metabólicas;
  • Sedentarismo: a falta de atividade física está associada a maior risco.

De acordo com o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, esses fatores combinados explicam a alta prevalência da HPB em homens mais velhos.

Tirinha de ebook para tratamentos do câncer de próstata

Mas a HPB tem cura?

O termo melhor utilizado não é propriamente cura, mas sim controle, e realmente a HPB pode ser controlada de forma eficaz. 

O tratamento dessa condição vai depender do grau de obstrução e do impacto dos sintomas no dia a dia do paciente.

As opções incluem:

Mudanças no estilo de vida

Medidas como reduzir a cafeína, evitar bebidas alcoólicas à noite, manter o peso e praticar atividade física ajudam a aliviar os sintomas.

Tratamento medicamentoso

É a primeira linha de tratamento na maioria dos casos. Existem dois grupos principais:

  • Alfa-bloqueadores: relaxam os músculos da próstata e bexiga, facilitando a micção (ex: tansulosina);
  • Inibidores da 5-alfa-redutase: reduzem o tamanho da próstata a longo prazo (ex: finasterida, dutasterida);

Mas também é possível tratar com uma combinação desses medicamentos.

Procedimentos minimamente invasivos

Quando os medicamentos não funcionam ou causam efeitos colaterais, procedimentos como Rezum ou cirurgias tradicionais, a laser ou robóticas podem ser indicados.

  • Rezum: a técnica utiliza vapor de água para reduzir o volume da próstata, aliviando os sintomas urinários. Um dos muitos pontos benéficos desse procedimento é que ele não altera a função sexual ou ejaculatória;
  • Terapia com laser: o excesso de tecido prostático pode ser removido de forma rápida e com o mínimo de efeitos colaterais com os procedimentos Green Laser e Holep.

Cirurgias

A cirurgia ainda é necessária em casos mais avançados. A ressecção transuretral da próstata (RTU) continua sendo o padrão ouro, embora novas técnicas a laser tenham ampliado as opções.

  • Ressecção Transuretral da Próstata (RTU): essa técnica já foi considerada o padrão ouro no tratamento da remoção de parte do tecido prostático. A abordagem incluir a raspagem da próstata para reduzir o adenoma;
  • Cirurgia robótica: quando a próstata está muito aumentada e o caso é mais complexo, a precisão permitida por braços robóticos é uma excelente opção de tratamento;
  • Cirurgia aberta: indicada para próstatas muito grandes e casos que o paciente não tem acesso aos procedimentos mais modernos.

Cuide da saúde de sua próstata com a experiência do Dr. José Vetorazzo

Embora a HPB não seja não seja câncer, muitos homens realmente devem entender se próstata aumentada é grave. 

Como já vimos, essa condição é benigna mas pode sim causar sintomas muito incômodos e, se não tratada, levar a complicações sérias. Por isso, é importante ter um urologista de confiança para entender as possibilidades de tratamento.

Referência nacional no diagnóstico e tratamento das doenças da próstata, o Dr. José Vetorazzo oferece abordagens individualizadas para pacientes com HPB. Em sua clínica, você encontra tecnologia de ponta, segurança e atendimento humanizado.

Com avaliação completa e acompanhamento especializado, é possível controlar os sintomas e manter sua saúde em dia com mais tranquilidade.

Tirinha para agendamento de consultas com imagem do Dr Vetorazzo

Formação acadêmica e especializações

  • Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
  • Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
  • Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
  • Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.

Áreas de Atuação

  • Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais.
  • Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga.
  • Cirurgia robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.

Conteúdos

Leia também

Aparelho de radioterapia externa utilizado no tratamento do câncer de próstata, com tecnologia IMRT e guiagem por imagem para maior precisão

Radioterapia na próstata: como funciona, indicações e efeitos no tratamento do câncer

Conteúdo revisado pelo Dr. José Vetorazzo, urologista em São Paulo, especialista em cirurgia robótica e…

Homem idoso passa em consulta com médico, ele está com câncer de próstata e quer saber seu tempo de vida

Quanto tempo vive quem tem câncer de próstata avançado?

Conteúdo revisado pelo Dr. José Vetorazzo, urologista em São Paulo, com foco em uro-oncologia e…

Médico urologista orientando paciente sobre resultado de biópsia de próstata Gleason 9 em consultório, ilustrando diagnóstico e opções de tratamento para câncer de próstata grau 9.

Câncer de próstata grau 9 tem cura? Saiba o que é o Gleason 9

Conteúdo revisado pelo Dr. José Vetorazzo, urologista em São Paulo, especialista em cirurgia robótica e…

Homem com lupa na região genital ilustrando investigação detalhada da saúde masculina, associada à biópsia da próstata.

Biópsia da próstata: quando o exame é necessário?

Conteúdo revisado pelo Dr. José Vetorazzo, urologista em São Paulo, especialista em cirurgia robótica e…