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Rezum pelo SUS está disponível?

Médicos durante procedimento médico para a próstata. Rezum pelo SUS não está disponível

Rezum pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ainda não está disponível, especialmente porque esse método é relativamente novo  no país e envolve tecnologia avançada, o que limita sua disponibilidade no sistema público de saúde.

Os médico realizam o Rezum para tratamento da próstata aumentada, é pouco invasivo e tem possibilidade de ser realizado com anestesia leve (sedação).

O procedimento envolve a introdução de um dispositivo pelo canal urinário para reduzir a glândula por meio de vapor de água.

Neste texto, explicamos por que o Rezum pelo SUS ainda não está disponível, como esse tratamento funciona e quais seus benefícios.

Por que o Rezum pelo SUS não está disponível?

O Rezum é uma técnica minimamente invasiva para tratar a hiperplasia prostática benigna (HPB), uma condição comum em homens mais velhos em que a próstata aumenta de tamanho e comprime a uretra, dificultando a micção. 

Esse método utiliza vapor de água para reduzir o tecido prostático excessivo, aliviando os sintomas urinários sem a necessidade de cortes ou longas internações. 

Para muitos pacientes, especialmente os que estão com próstata entre 30 e 80 gramas, o Rezum é uma alternativa menos invasiva.

Embora a técnica já exista há quase 10 anos nos EUA, os profissionais trouxeram esse tratamento moderno para o nosso país apenas em 2023, mas ele ainda não foi incluído no rol de tratamento disponibilizados pelo SUS.

Atualmente, a maioria dos serviços públicos oferece como únicas opções para o tratamento da próstata aumentada as medicações, cirurgia aberta e RTU de próstata,  procedimento que têm uma fila de espera enorme e que pode levar anos para acontecer.

Outros tratamentos mais modernos, que também podem realizar a diminuição da próstata aumentada, são as cirurgias a laser, mas ainda estão na pauta de discussão na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e já tiveram o primeiro parecer desfavorável.

É importante ressaltar que o Rezum não é a solução para todos os casos e indicamos após uma avaliação detalhada. Porém, é preciso que o profissional tenha experiência com a técnica.

Assim, pacientes interessados devem procurar clínicas ou hospitais da rede privada para avaliar a possibilidade de realizar o tratamento e discutir as melhores opções com seu urologista.

Como funciona o procedimento Rezum?

Durante o procedimento, o médico insere um instrumento fino pela uretra até a próstata. Esse dispositivo libera pequenas quantidades de vapor de água aquecido diretamente no tecido prostático aumentado. 

O calor do vapor gera um processo inflamatório que destrói as células aumentadas na próstata e ajuda a desobstruir o canal urinário.

Com o tempo, o corpo absorve o tecido tratado, e essa desobstrução alivia sintomas como jato de urina mais fraco, a necessidade de urinar frequentemente e acordar à noite para ir ao banheiro. 

Esse conjunto de sintomas, que afeta muito a qualidade de vida dos homens,

Pode aliviar significativamente o conjunto de sintomas e melhorar a qualidade de vida dos homens com esse tratamento.

Além de ajudar na diminuição do tecido prostático aumentado, o Rezum tem uma alta chance de preservar a ejaculação e as ereções dos homens, diferente de outros tratamentos que podem afetar essas funções. 

Conheça alguns benefícios do Rezum, como:

  • Minimamente invasivo: o Rezum não envolve cortes externos e é realizado através da uretra, o que minimiza o trauma ao corpo;
  • Recuperação rápida: a maioria dos pacientes se recupera rapidamente, podendo retomar suas atividades normais em pouco tempo;
  • Eficácia: muitos pacientes relatam uma melhora significativa nos sintomas urinários, como o aumento do fluxo urinário e a redução da necessidade de urinar frequentemente;
  • Baixo risco de efeitos colaterais: como é um tratamento direcionado e não-invasivo, o Rezum tende a preservar funções importantes, como a capacidade de ereção e a continência urinária;
  • Ambulatório: na maioria dos casos, o procedimento é realizado em regime ambulatorial, sem necessidade de internação prolongada.

Além disso, dados da literatura médica apontam que o Rezum possibilita uma redução da próstata em torno de 30%, entre 3 e 6 meses após o procedimento.

Efeitos colaterais de outros métodos para tratar HPB

Outros métodos mais tradicionais para tratamento da próstata com medicamentos ou intervenções cirúrgicas, podem produzir alívio insatisfatório para os sintomas ou efeitos colaterais que desagradam parte dos homens. 

Por exemplo, homens com próstata aumentada sofrem frequentemente com alterações na ejaculação devido ao uso de remédios ou tratamentos cirúrgicos, como a RTU (ressecção transuretral) da próstata. 

A RTU é caracterizada pela raspagem da próstata, mas, apesar de ter sido considerado o padrão ouro de tratamento por muitos anos, pode trazer complicações:

  • Ejaculação retrógrada;
  • Estenose uretral;
  • Incontinência urinária, entre outros. 

A RTU também exige anestesia geral ou raquidiana e acarreta uma internação hospitalar média de 2 dias.

Alguns medicamentos também podem impactar a ereção dos homens. Por isso, muitos pacientes procuram alternativas com menor risco de interferir na função sexual.

Entenda mais sobre a HPB

A hiperplasia prostática benigna é uma condição decorrente do aumento progressivo da próstata.

Esse crescimento da próstata é natural e benigno, ocorre na fase adulta (por volta dos 25-30 anos), mas quando o aumento é excessivo caracteriza-se a HPB.

Essa é uma doença própria do envelhecimento, afetando 50% dos homens entre 51 e 60 anos, mas como o aumento é contínuo, aos 90 anos, 90% vão portar essa condição urológica, que traz sintomas desagradáveis, como:

Infografico com os sintomas da hiperplasia prostática, que são: Dificuldade para urinar: diminuição do jato urinário, aumento da frequência urinária, especialmente à noite, ou uma sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga; Alterações no fluxo urinário: jato urinário intermitente ou sensação de esforço para manter o fluxo; Presença de sangue: sangue na urina ou no sêmen pode ser um indicativo de câncer de próstata avançado; Dor pélvica: dor constante na região pélvica, quadris ou costas, que não é causada por exercícios ou lesões óbvias; Urgência miccional: vontade súbita de ir ao banheiro pode estar associada a comprometimento da bexiga por um tumor avançado; Ejaculação dolorosa; Diminuição do volume ejaculatório.

Além disso, quem tem HPB tem um risco aumentado de ter pedras na bexiga, infecções urinárias recorrentes e até insuficiência renal.

Vale esclarecer que o aumento da próstata não está relacionado com o câncer de próstata, porém, ambas condições podem coexistir.

Dr. Vetorazzo é certificado para o Rezum

Existem diversas opções de tratamento para a HPB, como medicamentos, terapias com laser e até cirurgias, porém, o Rezum tem se apresentado como uma excelente opção para quem deseja procedimentos pouco invasivos.

Mesmo que  o Rezum pelo SUS não esteja disponível, vale consultar um urologista certificado que seja experiente neste procedimento, como o Dr. José Vetorazzo.

Ele é um médico urologista com formação internacional, com ampla experiência nos tratamentos do trato urinário, o que inclui o tratamento Rezum e a cirurgia robótica de próstata, além de outros diversos outros tratamentos para o trato urinário inferior e superior.

Tirinha para agendamento de consultas com imagem do Dr Vetorazzo

Conheça mais sobre o Dr. José Vetorazzo

Formação Acadêmica e Especializações

  • Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
  • Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
  • Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
  • Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.

Áreas de Atuação

  • Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais;
  • Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga;
  • Cirurgia Robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.

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