Conteúdo revisado pelo Dr. José Vetorazzo, urologista especialista em cirurgia robótica e tratamentos a laser para próstata aumentada.
Falha do Urolift pode ocorrer em alguns casos de tratamento da próstata aumentada. Entenda por que isso acontece, quando é preciso uma nova cirurgia e como a técnica HoLEP garante resultados duradouros.
Urolift é um tratamento minimamente invasivo para próstata aumentada que utiliza pequenos implantes para abrir o canal da uretra sem remoção de tecido.
Apesar das vantagens, alguns pacientes podem apresentar falha no método, precisando de novo tratamento ao longo do tempo.
Este texto explica o caso de um homem de 58 anos que passou por essa situação, destacando o que é o Urolift, suas complicações e opções de tratamento após a falha.
O Dr. José Vetorazzo, urologista especialista em técnicas modernas e minimamente invasivas, explica o que fazer nesses casos e quais são as melhores opções para garantir um resultado definitivo.
Urolift: o que é e para quem ele é indicado?
Urolift é um procedimento pouco invasivo que utiliza pequenos clipes implantados para afastar o tecido prostático que comprime a uretra.
A técnica não envolve cortes, aquecimento ou remoção do tecido, resultando em recuperação rápida e menor impacto na função sexual.
Indicado para homens com próstatas de até 100 gramas, o Urolift é especialmente recomendado para pacientes que desejam evitar cirurgias mais invasivas e querem manter a qualidade da função sexual.
No Brasil, o procedimento é realizado com sedação para conforto do paciente, com alta no mesmo dia e poucas restrições pós-operatórias.
Por que a próstata aumenta?
Quando a próstata cresce, isso reflete o surgimento da condição conhecida como hiperplasia prostática benigna (HPB), comum em homens acima dos 50 anos.
Para se ter uma ideia, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, dos 51 aos 60 anos cerca de 50% dos homens já manifestam esse quadro — e além disso, o percentual aumenta progressivamente a cada década.
Como consequência, o aumento da próstata comprime a uretra e dificulta a passagem da urina, provocando, assim, alterações no comportamento miccional masculino.
Diante desse cenário, entre as opções mais modernas de tratamento estão o Urolift, o Rezum, o HoLEP e a cirurgia robótica.
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Causas da falha do Urolift
Entre as principais causas de falha deste método de tratamento da HPB estão:
- Crescimento contínuo da próstata ao redor dos grampos;
- Fixação inadequada dos implantes;
- Formação de tecido cicatricial no canal urinário;
- Progressão natural da HPB, mesmo após o procedimento.
Quando isso acontece, o paciente pode voltar a sentir jato urinário fraco, sensação de esvaziamento incompleto e aumento da frequência urinária, exigindo nova avaliação médica.

Urolift: complicações eventuais do método
Embora seja seguro e eficaz para muitos, o Urolift não é infalível. Cerca de 12% dos pacientes podem necessitar de novo tratamento devido à persistência ou retorno dos sintomas, como dificuldade para urinar, jato urinário fraco e sensação de bexiga não esvaziada.
Em um estudo realizado por cinco anos, denominado “Necessidade persistente de terapia médica ou cirúrgica contínua apesar do UroLift”, divulgado pela Associação Canadense de Urologia, ficou demonstrado que a taxa de retratamento cirúrgico com esse método é 13,6% em cinco anos.
As complicações podem incluir desconforto urinário transitório, infecções e falha do implante em manter a uretra aberta.
Pacientes jovens tendem a preferir o Urolift por preservar a ejaculação, mas nem sempre o método é suficiente para resolver o problema a longo prazo, especialmente em próstatas maiores ou com sintomas mais severos.
Veja o vídeo:
Caso real: homem de 58 anos com falha no tratamento Urolift
O Dr. José Vetorazzo relatou o caso de um paciente de 58 anos que realizou o Urolift e, após dois anos, voltou a apresentar sintomas.
Nesse período, o paciente passou a sentir dificuldade para esvaziar a bexiga, jato urinário fraco e desconforto, por isso precisou buscar um novo tratamento.
Além disso, o ultrassom mostrou que o resíduo pós-miccional aumentou, o que explica por que o paciente ficou desconfortável e voltou a ter uma qualidade de vida ruim.
O Dr. José Vetorazzo reforça que o urologista deve avaliar cada caso individualmente, mas explica que, muitas vezes, o paciente precisa de uma nova cirurgia.
Então, o tratamento indicado foi a enucleação da próstata com laser (Holep). A cirurgia remove o tecido prostático interno que obstrui a uretra, criando um canal amplo para o fluxo urinário.
Durante a cirurgia, foram retirados os clipes do Urolift e foi promovida uma melhora significativa na qualidade de vida do paciente.
De acordo com o Dr. Vetorazzo, essa escolha vai depender da idade, tamanho da próstata e expectativa de durabilidade do tratamento.

Urolift: preço e disponibilidade no Brasil
O Urolift está disponível em centros especializados em urologia no Brasil, mas devido à tecnologia e materiais usados, o custo pode ser elevado comparado a outras opções.
O preço varia conforme a clínica, região e procedimento associado, mas é importante considerar também o custo-benefício relacionado à rapidez da recuperação e preservação da função sexual.

Perguntas frequentes sobre falha do Urolift
Sim. Em alguns casos, os sintomas urinários retornam com o tempo, exigindo retratamento.
O urologista deve reavaliar o caso. Pode indicar repetir o tratamento ou optar por técnicas como o HoLEP.
Sim, o Rezum é uma opção minimamente invasiva que usa vapor de água para reduzir a próstata e preservar a função sexual.
Sim. O HoLEP tem taxa de recidiva inferior a 2% em 10 anos, sendo considerado o tratamento mais duradouro para HPB.
Homens com próstata aumentada, sintomas urinários persistentes ou falha em tratamentos anteriores.
Quando pensar em outras opções além do Urolift?
O Urolift é uma tecnologia moderna e eficaz para muitos homens com hiperplasia prostática benigna, mas não é adequado para todos.
Homens com sintomas persistentes ou falha do tratamento devem conversar com seu urologista sobre outras alternativas que oferecem maior durabilidade dos resultados.
Nessas situações, o Dr. José Vetorazzo avalia cuidadosamente cada caso para indicar o tratamento mais adequado, seja repetindo o procedimento, utilizando o Rezum ou optando pelo HoLEP, que oferece resultados duradouros e qualidade de vida.
Se você realizou uma cirurgia para próstata aumentada e continua com sintomas urinários, converse com o Dr. José Vetorazzo.
Com formação internacional e experiência em cirurgia robótica, laser e terapias minimamente invasivas, o especialista oferece tratamento personalizado e tecnologia de ponta para cuidar da saúde masculina.

Veja mais sobre a formação do Dr Vetorazzo:
Formação acadêmica e especializações
- Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
- Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
- Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
- Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.
Áreas de Atuação
- Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais.
- Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga.
- Cirurgia robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.





