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Casos clínicos de próstata aumentada: como o Dr. Vetorazzo escolhe entre HoLEP e Rezum

Médico registra informações durante consulta com paciente para discutir diagnóstico e tratamento, incluindo casos clínicos HoLEP e Rezum.

Conteúdo revisado pelo Dr. José Vetorazzo, urologista em São Paulo, especialista em cirurgia robótica e uro-oncologia, com certificação internacional pelo Intuitive Surgical (sistema Da Vinci) e fellowship em cirurgia minimamente invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha. 

Casos reais mostram por que a escolha entre HoLEP e Rezum nunca é automática para quem tem próstata aumentada

Dois homens chegam ao consultório com o mesmo diagnóstico, próstata aumentada, e saem de lá com indicações diferentes.  

Isso é o retrato de como funcionam os casos clínicos de homens com a próstata aumentada que são indicados para o tratamento HoLEP e Rezum analisados pelo Dr. José Vetorazzo, urologista em São Paulo especializado em tratamentos minimamente invasivos para doenças da próstata. 

Por que dois pacientes com próstata aumentada podem receber tratamentos diferentes?

A hiperplasia prostática benigna (HPB) não se comporta da mesma forma em todos os homens. Um número isolado, como o peso da próstata em gramas, não conta a história completa.

Entram na decisão fatores como a intensidade dos sintomas, o impacto no sono e na rotina, a presença de lobo mediano e o volume de urina residual na bexiga.

Além do histórico de retenção urinária, a resposta e os efeitos adversos de medicamentos já utilizados, comorbidades e risco anestésico, e a prioridade pessoal de preservar a ejaculação.

O melhor tratamento não é definido por um único exame nem pelo nome da técnica mais comentada na internet. É definido pelo cruzamento de todas essas variáveis.

HoLEP e Rezum tratam o mesmo problema da mesma forma?

Não. Ambos tratam a obstrução causada pela hiperplasia prostática, mas com mecanismos e indicações diferentes.

Rezum

O Rezum aplica vapor de água no tecido prostático, promovendo redução progressiva ao longo de semanas. O procedimento atende perfis selecionados, especialmente quando a preservação da ejaculação é uma prioridade e a anatomia da próstata é compatível com o procedimento.

HoLEP

A HoLEP utiliza laser para separar e remover o tecido prostático que causa obstrução. Atende próstatas de diferentes volumes e costuma ganhar relevância quando há necessidade de desobstrução mais ampla, retenção urinária ou falha do tratamento medicamentoso.

Nenhuma das duas técnicas é automaticamente superior. Elas respondem a necessidades clínicas diferentes, e é exatamente isso que os casos a seguir demonstram.

Quais critérios o Dr. Vetorazzo avalia antes de indicar um tratamento?

O Dr. Vetorazzo analisa seis frentes clínicas antes de indicar HoLEP, Rezum ou qualquer outra alternativa: sintomas, anatomia da próstata, funcionamento da bexiga, histórico de tratamento, saúde geral e prioridades do paciente.

Como o urologista resume no vídeo abaixo: “É fundamental a gente avaliar características da próstata, o tamanho, anatomia da próstata, o grau de obstrução, o quanto isso está atrapalhando o funcionamento da bexiga”. 

Detalhando cada frente:

1. Sintomas e qualidade de vida — força do jato, frequência urinária, urgência, noctúria, esvaziamento incompleto e impacto no sono e na rotina.

2. Tamanho e anatomia da próstata — volume, formato, presença de lobo mediano e grau de obstrução.

3. Funcionamento da bexiga — resíduo pós-miccional, força de contração vesical, retenções anteriores e uso prévio de sonda.

4. Histórico de tratamento — resposta e efeitos adversos de medicações como doxazosina, tansulosina e finasterida, além de procedimentos anteriores.

5. Saúde geral e risco operatório — idade, comorbidades cardiovasculares, uso de anticoagulantes e condições anestésicas.

6. Prioridades do paciente — preservação da ejaculação, expectativa de durabilidade e tolerância a um procedimento mais ou menos invasivo.

O Dr. Vetorazzo ainda afirma no vídeo que a decisão final “precisa ser avaliada pela equipe médica responsável em conjunto com o paciente, alinhando bem essa questão de resultados, expectativas pré e pós-operatórias”.

Arte de ebook sobre o procedimento Rezum

Caso clínico 1: próstata de 45g e efeitos adversos da doxazosina

– Perfil clínico: homem de 62 anos, próstata de aproximadamente 45g, em uso de doxazosina havia algum tempo.

– Histórico: o tratamento medicamentoso vinha controlando parte dos sintomas, mas os efeitos adversos da doxazosina passaram a comprometer a qualidade de vida.

– Problema central: manter a medicação deixou de ser sustentável, mas 45g não é um volume que, isoladamente, aponta para uma única técnica. A decisão dependeu de:

  • intensidade dos sintomas urinários;
  • anatomia da próstata e presença ou ausência de lobo mediano;
  • fluxo urinário medido em exame;
  • prioridade do paciente em relação à função ejaculatória.

– Alternativas em discussão: ajuste da medicação, Rezum, HoLEP, RTU ou manutenção do acompanhamento clínico, cada uma pesada conforme os achados de exame.

– O que este caso ensina: em próstatas de tamanho médio com boa resposta clínica prévia, mas com efeitos adversos limitantes, a preservação da ejaculação e a menor invasividade costumam entrar com mais peso na conversa sobre alternativas ao medicamento principalmente em pacientes mais jovens e sexualmente ativos. 

Caso clínico 2: 77 anos, próstata de 80g e bexiga com esvaziamento comprometido

– Perfil clínico: paciente de 77 anos, próstata de aproximadamente 80g, com mais de 200 ml de resíduo urinário na bexiga.

– Histórico: quadro de obstrução relevante, com sinais de que a bexiga já não conseguia esvaziar adequadamente.

– Problema central: aqui o volume prostático não pode ser lido isoladamente. O funcionamento da bexiga pesa tanto quanto o tamanho da glândula. Retenção e resíduo elevado costumam deslocar a prioridade terapêutica para soluções com maior capacidade de desobstrução.

– Alternativas em discussão: HoLEP, RTU, cirurgia robótica ou ajuste medicamentoso, sempre condicionados à função renal e vesical do paciente.

– O que este caso ensina: a idade avançada não é, por si só, uma contraindicação. No entanto, é preciso avaliar cuidadosamente o risco anestésico do paciente e considerar o resíduo urinário elevado na definição do tratamento.

Para entender como costuma ser a recuperação de quem passa pela cirurgia a laser, veja o pós-operatório da HoLEP.

Caso clínico 3: próstata de 110g e resíduo urinário acima de 200 ml

– Perfil clínico: próstata de aproximadamente 110g, associada a resíduo urinário pós-miccional acima de 200 ml.

– Histórico: combinação de grande volume prostático com esvaziamento vesical incompleto relevante.

– Problema central: próstatas maiores tendem a exigir remoção de maior volume de tecido para alívio consistente dos sintomas. O resíduo urinário elevado aumenta a complexidade da decisão, pois envolve também o risco de retenção aguda e a expectativa de durabilidade do resultado.

– Alternativas em discussão: HoLEP e cirurgia robótica estão entre as alternativas que podem ser consideradas nesse contexto. Nesses casos, também é comum o paciente pesquisar o preço do Rezum antes da consulta, mas o custo isolado não substitui a avaliação de compatibilidade anatômica e clínica.

– O que este caso ensina: em volumes acima de 100g também há opções menos invasivas como a cirurgia a laser (HoLEP) e cirurgia robótica. Esses procedimentos menos invasivos oferecem rápida recuperação com desobstrução ampla e definitiva. 

O que esses casos mostram sobre a escolha entre HoLEP e Rezum?

O volume prostático pesa de forma diferente em cada técnica. A indicação do Rezum depende da compatibilidade entre volume, anatomia da próstata e a técnica, detalhes conversados em avaliação médica, enquanto o HoLEP é indicado para próstatas maiores.

A intensidade da obstrução também direciona a escolha. O Rezum costuma ser considerado em quadros de obstrução mais leve, avaliados caso a caso; obstruções mais intensas tendem a pedir a HoLEP, pela necessidade de desobstrução mais ampla.

Quando há retenção urinária, o Rezum exige uma avaliação mais criteriosa antes de ser indicado, já que o quadro obstrutivo pode ser grave; nesses casos, a HoLEP tende a ser mais indicada, por oferecer uma desobstrução mais ampla. 

Quando os medicamentos em uso, como a doxazosina, causam efeitos adversos, o paciente pode buscar uma alternativa menos invasiva, cenário em que o Rezum costuma ser considerado. Já a HoLEP entra em pauta principalmente quando há falha do tratamento clínico associada a obstrução relevante.

No Rezum, a preservação da ejaculação pode pesar bastante na decisão, por ser uma das grandes vantagens da técnica. Na HoLEP, como a remoção de tecido é mais ampla, o risco de alteração ejaculatória é maior, por isso, esse ponto precisa ser conversado com o paciente antes da cirurgia.

A indicação do Rezum depende de uma anatomia prostática compatível com a técnica. Já a HoLEP não tem essa restrição: pode ser aplicada em volumes ou formatos de próstata diferentes.

A indicação real depende de consulta médica, exames de imagem, urofluxometria, anatomia prostática e das prioridades pessoais de cada paciente.

Quando nenhuma das duas técnicas é automaticamente a melhor escolha?

Nem todo caso de próstata aumentada termina em HoLEP ou Rezum. Também podem entrar na discussão a manutenção ou o ajuste do tratamento para hiperplasia prostática já em uso, a RTU de próstata, a cirurgia robótica, outras cirurgias a laser ou investigação complementar antes de qualquer decisão.

Parte da experiência clínica está justamente em reconhecer quando a técnica que o paciente pesquisou não é a mais indicada para o seu caso específico.

Como funciona a consulta para escolher o tratamento?

A consulta segue uma sequência clínica lógica, do sintoma ao plano individualizado:

  1. Ouvir os sintomas e o impacto na rotina;
  2. Revisar medicamentos em uso e efeitos adversos;
  3. Analisar exames anteriores e avaliar o PSA;
  4. Medir tamanho e anatomia da próstata com ultrassom durante a consulta;
  5. Avaliar fluxo urinário e resíduo pós-miccional durante a consulta;
  6. Verificar histórico de retenção ou uso de sonda;
  7. Discutir prioridades sexuais e pessoais;
  8. Comparar as alternativas e montar o plano individualizado de tratamento para cada paciente.

Como também destaca o Dr. Vetorazzo no vídeo, essa comparação entre Rezum e HoLEP passa sempre por olhar diretamente para o paciente: “quando a gente está analisando qual vai ser o melhor tratamento […] a gente precisa pensar nos prós e nos contras, avaliar os detalhes específicos de cada paciente”.

Como interpretar um caso clínico sem criar falsas expectativas?

  • O que um caso clínico pode mostrar: como o médico constrói o raciocínio clínico, quais informações pesam na indicação, quais alternativas ele avaliou e quais limitações existiam naquele contexto específico.
  • O que um caso clínico não pode garantir: que outro paciente terá o mesmo resultado, que o médico indicará a mesma técnica, que o tempo de sonda ou o prazo de recuperação serão iguais, ou que o procedimento substituirá medicamentos em todos os casos.

Dr. José Vetorazzo: fale com quem acompanha cada caso de perto

O Dr. José Vetorazzo possui treinamento específico em HoLEP, além de certificação em Rezum e em cirurgia robótica, o que permite avaliar diferentes alternativas e indicar o tratamento mais adequado ao perfil de cada paciente, de forma individualizada. 

Quer entender qual tratamento faz sentido para o seu caso? Agende uma avaliação para analisar seus sintomas, exames, tamanho da próstata, funcionamento da bexiga, histórico de medicamentos e prioridades pessoais.

Formação acadêmica e especializações

  • Graduação: Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;
  • Residência Médica: Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
  • Fellowship: Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva no Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, Espanha;
  • Certificação: Cirurgia Robótica pelo Intuitive Surgical – Da Vinci Surgical System.

Áreas de Atuação

  • Cirurgia robótica: especialista em procedimentos minimamente invasivos utilizando tecnologia robótica, proporcionando benefícios como menor tempo de recuperação e precisão cirúrgica.
  • Urologia Geral: tratamento de condições como hiperplasia prostática benigna (HPB) e cálculos renais.
  • Uro-Oncologia: abordagem clínica e cirúrgica de cânceres urológicos, incluindo próstata, rim e bexiga.

FAQ – Perguntas frequentes sobre casos clínicos de HoLEP e Rezum

HoLEP ou Rezum: qual é melhor?

Nenhuma das duas é superior de forma absoluta. A indicação depende do tamanho e anatomia da próstata, do grau de obstrução, do funcionamento da bexiga e das prioridades pessoais do paciente, avaliados em conjunto durante a consulta.

Como o urologista escolhe entre HoLEP e Rezum?

O Dr. Vetorazzo analisa sintomas, exames de imagem, urofluxometria, resíduo pós-miccional, histórico de medicamentos, comorbidades e prioridades, como a preservação da ejaculação, antes de recomendar uma técnica.

O tamanho da próstata define o tratamento?

Não sozinho. O volume prostático é um dos critérios, mas a anatomia (como a presença de lobo mediano), o funcionamento da bexiga e o grau de obstrução têm peso igual ou maior na decisão.

Qual tratamento preserva mais a ejaculação?

Costumam associar o Rezum à preservação da ejaculação em perfis selecionados, mas o médico precisa discutir essa característica caso a caso, já que ele também pode avaliar a HoLEP conforme a técnica cirúrgica e a anatomia do paciente.

É possível escolher o tratamento apenas pela preferência pessoal?

O médico considera a preferência do paciente, mas ela não substitui exames e avaliação clínica. A técnica desejada nem sempre é a mais indicada para o perfil anatômico e funcional daquele paciente.

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